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O colonialismo europeu em a "Vênus Negra"

É uma história muito triste.  O filme é ambientado no início do século XIX, mas serve de reflexão para uma Europa que hoje segue a erguer barreiras crescentes aos imigrantes. O centro do filme, roteirizado pelo próprio Kechiche e Ghalia Lacroix, há uma personagem real cuja biografia é repleta de pontos obscuros. Pelas próprias características de sua vida curta e oprimida, nunca se saberá tudo sobre a sul-africana Saartje Baartman (interpretada brilhantemente pela atriz cubana Yahima Torres). As forma mais do que generosas a jovem sul-africana, que lhe valeram o apelido de "Vênus hotentote", falaram mais alto do que ela.  Seu nome? Saartje, ela sonhava em ser artista na Europa, como foi na África, acabou refém de uma situação de quase escravidão não só em relação ao patrão Hendrick Cezar (Andre Jacobs), como frente ao olhar com que uma mulher, africana, imigrante e despossuída foi encarada. Mesmo cientistas não foram menos  voyeurs e crueis.  Fato...

outro filme... A Espiã (Zwartboek)

Assisti também "A Espiã"  é um filme de época   neerlandês   realizado em   2006   por   Paul Verhoeven , com encenação de Paul Verhoeven e Gerard Soeteman.  O filme é protagonizado por   Carice van Houten ,   Thom Hoffman ,   Halina Reijn   e   Sebastian Koch .  A ESPIÃ (Zwartboek) retrata uma jovem mulher judia que procura sobreviver durante a ocupação   nazi   dos   Países Baixos   na altura da   Segunda Guerra Mundial .  Teve ante-estreia a   12 de setembro   de 2006 em   Haia   e estreia a   14 de setembro   do mesmo ano. Recebeu diversos prêmios de cinema nos Países Baixos, entre eles: Gouden Film (Prêmio de Ouro), Platina Film (Prêmio de Platina) e três prémios Gouden Kalveren (Bezerros de Ouro).  Zwartboek foi sugerido aos   Academy Awards   de Hollywood, embora não tenha sido integrado na lista final de filmes nome...

"Os nomes do amor". comentário

Acabei de assistir um belíssimo filme francês, o nome é OS NOMES DO AMOR do diretor Michel Leclerc.  É apresentado como uma "comédia politicamente incorreta" mas é muito mais que isso, pois o amor e a comédia sustentam com inteligencia incomum uma temática dificil que é o preconceito em relaçã aos imigrantes na França, fato que se reproduz em todo o mundo. O filme venceu 2 Prêmios Cesar em 2011 (melhor atriz - Sara Forestier e Melhor Roteiro Oroginal) e participou ainda da Semaine de la Critique em Cannes.  No filme  Bahia Benmahmoud (Sara Forestier) é uma jovem tão comprometida com seus ideais que não se importa nem um pouco de transar com seus opositores, no intuito de convertê-los à sua visão ela se define como uma prostituta politica e costuma ser bem sucedida em suas investidas, até o dia em que conhece Arthur Martin, um quarentão discreto e infeliz, verdadeiramente infeliz. O fato é que o que harmoniza o improvável casal são as suas di...

Questões...

Questões... Fiz o que pude  (e o que não pude) fiz como aprendi  ou aprendi fazendo? fiz certo? fiz errado? não sei mais valeu a pena? Pois desfiz e refiz tantas vezes os planos, os sonhos as contas que as vezes, nem sei, se vivi ou sonhei? se doeu ou não? Mas sigo escrevendo refém de mundos dimensionais somando letras, palavras apenas para mandar para longe a razão e viver intensamente o acaso.

A tática fascista de Gilmar Mendes.

Interessante como algumas discussões despertam paixões e, como diz um personagem do filme Matrix, “ a paixão e a insanidade tem a mesma freqüência”.   Mas o trágico mesmo é ver um Ministro do STF portar-se como um golden-boy da neo-UDN, sucessora da ARENA e contraparente de golpistas, torturadores e simpatizantes dos Atos Institucionais. Ou seria um miliciano da neo-UDN? Não estou a afirmar que o Ministro Gilmar é golpista ou simpatizante da Ditadura, mas há quem já tenha afirmado nas páginas da própria FOLHA que caso Gilmar Mendes se tornasse ministro do STF não haveria exagero em imaginar que a nação estaria a correr sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Bem, o ex-presidente Lula encontrou-se com Gilmar Mendes, a pedido do próprio Gilmar no dia 26 de abril, por que o constrangido Ministro Gilmar demorou um mês para falar sobre o assunto? Por que não procurou imediatamente as instituições republ...

para além da versão...

Li recentemente uma entrevista interessante [1] na qual Robert J. Shiller, economista, professor de Yale e que afirma que seu objetivo “não é defender os líderes de Wal Street”, mas sim, segundo ele, “sugerir alternativas que fortaleçam o capitalismo financeiro como instituição democrática”. Com todo respeito ao “professor de Yale”, qualificação que tem vale muito no Brasil, não acredito que seja possível que qualquer tipo de capitalismo possa ser ou transformar-se numa “instituição democrática”. Como já escrevi baseado em Sygmund Bauman, “o capitalismo é um sistema parasitário” e, como todos os parasitas, prospera durante certo período desde que o organismo explorado lhe forneça alimento, mas é impossível a esse sistema prosperar sem prejudicar o hospedeiro, destruindo assim, cedo ou tarde, as condições de sua prosperidade e sobrevivência. E Bauman no seu “Capitalismo Parasitário” [2] lembra que Rosa Luxemburgo escreveu um estudo sobre a acumulação capitalista e nele afir...

PRESIDENTE OU PRESIDENTA?

Na impossibilidade de fazer criticas substantivas ao governo federal ou na falta de outro assunto o Magnífico Reitor da USP, o Professor João Grandino Rodas, fez outro dia numa solenidade aqui em Campinas uma critica a forma “presidenta” adotada por Dilma Roussef, seria um erro segundo ele. Mas não há erro algum... Segundo o professor Pasquale Cipro Neto [1] estão corretas ambas as formas.  A terminação “nte”, de origem latina, ocorre no particípio presente de verbos portugueses, italianos, espanhóis… E nessa linha termos como “presidente”, “dirigente”, “gerente”, entre inúmeros outros, são idênticos nas três línguas, que, como afirma o professor “é sempre bom lembrar, nasceram do mesmo ventre”. E que noção indica a terminação “nte” ? Indica a noção de “agente”, aquela pessoa que gere, preside, etc. e tal. O  Professor Pasquale afirma que “normalmente” essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino, mudando apenas o artigo (“o” ou ...