domingo, 30 de dezembro de 2012

O que esperar de 2013?


O que esperar de 2013? Bem, eu e meu amigo Carlos Barreto desejamos que nosso time do coração, a Ponte Preta, a nossa “Nêga Véia”, seja atrevido e rompa com o roteiro e cometa o disparate de driblar todas as previsões e possibilidades, o juiz e do público, das arquibancadas e do pay-per-view , lançando-se na proibida aventura das vitórias improváveis e inesquecíveis e tornando-se campeã Paulista, brasileira e da Copa-Sul-Americana.

A Macaca campeã seria o cenário da felicidade plena, mas até esse momento mágico vamos nos arriscar a palpitar sobre o cenário econômico para, noutro momento, falar sobre o cenário politico (afinal eles se entrelaçam e numa visão marxista a Politica é superestrutura, assim como as relações jurídicas e as demais formas de consciência social e a Economia é estrutura).
Gente séria analisa de forma bastante otimista a economia brasileira para 2013.
O economista Jim O’Neill, criador do BRIC, afirma que apesar do fraco desempenho registrado no PIB desde a segunda metade do ano de 2011 é necessário, se quisermos fazer uma análise honesta, colocar o resultado desapontador de 2011 e 2012 no contexto do ciclo brasileiro. Em 2001, 2002 e 2003 o Brasil cresceu, respectivamente, 1,3%, 2,7% e 1,1% e a partir dai acelerou.
Noutras palavras, não é possível avaliar o baixo crescimento desses dois últimos anos fora desse contexto e sem analisar-se também a crise pela qual passa o capitalismo mundial. Jim O’Neill afirma ainda que há condições de projetar-se um crescimento de 4% em 2013, percentual ainda abaixo da possibilidade, mas indicativo de uma tendência.
Outro peso pesado que crê num crescimento na casa de 4% é John Williamson. Criador da expressão “Consenso de Washington”, afirma que a desaceleração econômica no Brasil é, sobretudo, cíclica e que será apenas uma questão de tempo para a atividade econômica reagir aos estímulos feitos pelo governo.
Creio que o PIB é apenas um dos indicadores que devem ser objeto de atenção e preocupação e nesse sentido não podemos perder de vista que, apesar de o país vir de dois anos de baixo crescimento, temos um quadro de pleno emprego, inflação sob controle e a relação divida/PIB vem caindo de forma consistente.
E também 2012 foi um ano histórico no que concerne à taxa de juros reais no país. O juro real hoje, descontada a inflação, é de 2% a.a., a menor que eu me lembro.
Essa análise rápida nos autoriza a afirmar que 2013 será um ano muito bom para o país, para o povo brasileiro e para os setores produtivos. Espero que a Ponte Preta nos coroe com um titulo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Juízes de São Paulo ganham brindes de empresas


Essa matéria foi publicada hoje na FOLHA. E alguns dos meus bons amigos ainda querem me convencer que o Poder Judiciário tem condições morais para combater a corrupção... Os Juízes não são eleitos e alguns portam-se como verdadeiros aristocratas e vertem uma cultura e valores do século XIX em pleno século XXI.
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Em festa para mais de mil pessoas promovida no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, a Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) distribuiu no último dia 1º presentes oferecidos por empresas públicas e privadas para juízes estaduais.
Entre os brindes, havia automóveis, cruzeiros, viagens internacionais e hospedagem em resorts, com direito a acompanhante.
O corregedor nacional de Justiça e ONGs em defesa da transparência na administração pública se manifestaram contra esse tipo de prática, por colocar os beneficiários sob suspeita.

André Borges/Folhapress
O corregedor do CNJ, Francisco Falcão, no dia de sua posse
O corregedor do CNJ, Francisco Falcão, no dia de sua posse
Magistrados que defendem essas promoções alegam que a Apamagis é uma entidade privada e que o interesse das empresas é apenas mercadológico, não comprometendo a independência dos juízes.
A festa da Apamagis teve ingressos vendidos a R$ 250 e cotas de patrocínio compradas por empresas públicas e privadas. A Caixa Econômica Federal assinou contrato no valor de R$ 10 mil, encarregando-se da "divulgação e infraestrutura do evento".
A operadora de planos de saúde Qualicorp também estava entre os patrocinadores.
Houve sorteio de um Volkswagen Fox zero quilômetro e de viagens nacionais e internacionais. A Apamagis não forneceu, como prometera, a lista de patrocinadores e dos juízes sorteados.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, levará o assunto ao plenário do CNJ, na terça-feira. Ele tentará desengavetar proposta de Eliana Calmon, sua antecessora, para regulamentar patrocínios privados em eventos de juízes.
Eliana afirma que a resolução foi "esquecida" na gestão de Cezar Peluso (2010-12) no CNJ. "Saímos inteiramente dos padrões aceitáveis", disse ela. "Recompensa material de empresas não está de acordo com a atuação do magistrado, um agente político."
Para ela, "quem dá prêmio a juiz é o tribunal, quando merece promoção".
"Como se pode confiar nas decisões de juízes que recebem presentes?", questiona Cláudio Weber Abramo, da ONG Transparência Brasil. "Magistrados não podem se colocar na posição de devedores de favores a empresas que podem vir a ser partes em processos que julgam".
Segundo Abramo, "esse tipo de prática precisa ser coibida pelo CNJ, pois configura violação da vedação fundamental de agentes públicos se colocarem em posição de conflito de interesse".
2010
Em 2010, a festa da Apamagis teve patrocínio do Banco do Brasil, da cervejaria Itaipava, da seguradora MDS e da operadora de planos de saúde Qualicorp.
O ministro Sidnei Benetti, do Superior Tribunal de Justiça, ganhou um cruzeiro de cinco dias para duas pessoas no navio Grand Mistral, oferecido pela Agaxtur.
A TAM cedeu duas passagens de ida e volta para Paris, e a Qualicorp, um Ford Fiesta Sedan.
OUTRO LADO
O presidente da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), desembargador Roque Mesquita, não quis se pronunciar sobre o evento de confraternização.
O ministro Sidnei Benetti, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), informou, por meio da assessoria de imprensa, que também não iria comentar o assunto.
A Caixa Econômica Federal informou que o patrocínio à Apamagis faz "parte da estratégia de relacionamento com públicos ligados ao setor jurídico".
"O patrocínio de R$ 10 mil é o primeiro, e o único, concedido à Apamagis. O valor será pago após o evento", informou o banco.
Em nota, a Qualicorp informou que "adquiriu uma das cotas de patrocínio para o evento de final de ano da Apamagis, tendo por objetivo a exposição de sua logomarca e mensagem institucional".
A empresa opera planos de saúde da Apamagis, a quem presta serviços há mais de oito anos. "A Qualicorp apoia e patrocina diversos eventos e iniciativas socioculturais, esportivos e institucionais, especialmente de clientes e parceiros", diz a nota.
Procuradas pela reportagem, TAM e Agaxtur não quiseram se manifestar.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1198660-juizes-de-sao-paulo-ganham-brindes-de-empresas.shtml 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Beatrice Webb

Mais um post muito bom do meu professor Fernando Nogueira da Costa, recomendo:


A Imaginação Econômica de Beatrice Webb: o Estado de Bem-Estar Social

Apreciei mais na leitura do livro A Imaginação Econômica: gênios que criaram a Economia Moderna e mudaram a História (São Paulo, Companhia das Letras, 2012, pp. 577), o livro de Sylvia Nasar a respeito da vida e época dos grandes autores da história do pensamento econômico, naturalmente, os tópicos a respeito de pensadores de quem eu não conhecia a obra. Vou resumi-los em uma série de posts.
Ninguém mais do que Beatrice Webb pode reivindicar a invenção da ideia de uma rede de proteção social que é, na realidade, o moderno Estado do Bem-Estar, e que se distingue doEstado-Policial.
O germe da ideia brotou do estudo que ela e seu marido Sidney fizeram sobre os sindicatos. Em seu livro Industrial Democracy, publicado em 1897, eles propuseram a mudança do atendimento à saúde em escala nacional e dos padrões de seguridade social. Um “salário mínimo” nacional abrangeria toda a força de trabalho, com exceção dos trabalhadores rurais e dos empregados domésticos. Reconheciam que a grande expansão do poder governamental em relação à empresa privada ia muito além do que tinham em mente os líderes dos sindicatos, que desejavam principalmente liberdade de ação para lutar por salários mais altos e por melhores condições de trabalho.
leia mais: http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2012/12/02/a-imaginacao-economica-de-beatrice-webb-o-estado-de-bem-estar-social/#more-22154

domingo, 2 de dezembro de 2012

uma idéia

"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem"
                                                                       Rosa Luxemburgo