domingo, 31 de outubro de 2010

A Dilma não brinca.

A Dilma não brinca. O primeiro discurso não foi de festa, já pareceu um discurso de trabalho, com um certo detalhamento técnico, além do indispensável conteúdo político. Está pintando uma Margaret Thatcher de esquerda!

sábado, 30 de outubro de 2010

Inferno astral do espião criador de mitos.

Primeiro o Jornalista Sebastião Nery afirma que FHC teria sido cooptado pela CIA e que tornou-se, financiado pela agência de informação dos EUA um “propagandista” do american way of life e agora através de artigo denominado “Carta Aberta a Fernando Henrique Cardoso” de Theotônio Costa / afirma que FHC foi um fracasso como presidente em t.odas as áreas


O artigo trouxe à reflexão argumentos cujo mérito não possuo competência técnica para avaliar o artigo, mas me parece bastante razoável e oferece interessantes elementos de reflexão.

O Professor Theotônio inicia seu artigo afirmando que a “Carta Aberta” de Fernando Henrique Cardoso ao Presidente Lula é uma espécie de peça de ficção, pois - de forma sarcástica - diz que se os argumentos de FHC não fossem pura ficção ele não teria saído “... do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação.”.

Ele claramente afirma que o sucesso do período FHC é puro mito, recriação a história, diz ainda que o governo do tucano foi eloquente, mas sem substância, seria, enfim, na realidade um enorme fracasso.

E diz que foram criados mitos em torno dos chamados êxitos do governo tucano,os quais na verdade, segundo ele, tentar esconde a verdade de que as premissas teóricas em que baseou a ação política eram equivocadas e contrárias aos interesses nacionais, tanto da população mais carente, quanto aos interesses do setor produtivo.

O primeiro mito seria de que o governo FHC foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos e isso seria uma grande mentira.

Mentira porque os “ ... dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, todas as economias do mundo apresentaram uma queda da inflação para menos de 10%.”.

Ainda segundo o Professor Theotônio também é mentira que a política econômica de FHC teria assegurado a transformação do real numa moeda forte, pois em 1994 o real começou valendo R$ 0,85 por dólar e manteve um valor falso até 1998, mas quando foi flexibilizado o câmbio chegou rapidamente a R$ 4,00 por dólar, muito antes da chamada “ameaça petista”, pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. Por isso nos pergunta o Professor: “Ora, uma moeda que se desvaloriza 4 vezes em 8 anos por ser considerada uma moeda forte?”

E conclui afirmando que o plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o governo FHC.

Segundo mito diria respeito ao governo FHC ser um “exemplo de rigor fiscal”.

E pergunta: Como “... um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal?”, se isso é verdade de fato me parece que houve um significativo descontrole fiscal próximo ao caos. Seria essa a causa de o pessoal do PSDB preferir o ex-presidente longe de palanques e vinhetas eleitorais.



O terceiro mito criado por FHC diz respeito à causa da dificuldade do Brasil pagar sua dívida externa, que seria, segundo o ex-presidente, decorrente da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Isso seria uma mentira grande, pois já em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido todas as suas divisas, obrigando a nação a curvar-se frente aos EUA e ao FMI.

FHC também teria fracassado na tentativa de aumentar as exportações do país para gerar divisas para pagar esta dívida e a recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações geraram um endividamento interno colossal.

Outro aspecto que o Professor Theotônio levanta diz respeito à não realização de investimentos públicas, apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras, fato que ao lado da taxa de juros altíssima inviabilizava competitividade de qualquer empresa nacional.

E conclui dizendo que o governo FHC foi um “fracasso econômico rotundo” e que a verdadeira ameaça ao Brasil, o verdadeiro caos foi FHC e é a política econômica fracassada defendida pelos tucanos, dentre eles o candidato José Serra.

A luta contra o patrimonialismo

É público e notório o fato de o Poder Executivo nomeiar para cargos em comissão pessoas de qualificação questionável para atender interesses de seus aliados do Legislativo, dos Partidos Politicos e até, pasmem, do Judiciário, essa é uma prática reveladora do viés patrimonialista que reina na Política brasileira, o fato mais recente esta relacionado ao uso de passagens de forma imoral por parlamentares do congresso nacional.
Vale a pena reprisar o tema e relembrar que o patrimonialismo é a característica de um Estado atrasado e que não possui distinções entre os limites do público e os limites do privado.

O patrimonialismo, comum em praticamente todos os absolutismos, mantêm-se em sociedades de atrasadas e sem clara noção do que é interesse público, o triste é que parlamentares em tese progressistas, como Fernando Gabeira, confessam-se “vitimas” dessa confusão entre o público e o privado, ou o ex-Presidente do STF Gilmar Mendes sempre às voltas com essa confusão.

A luta pela derrota do patrimonialismo é a luta dessa geração.

 
Por que?Porque como o termo sugere, no Estado patrimonialista as suas instituições e estruturas acabam se tornando um patrimônio de seu governante, das suas autoridades, como no passado em que monarca gastava as rendas pessoais e as rendas obtidas pelo governo de forma indistinta, ora para assuntos que interessassem apenas à seu uso pessoal (compra de passagens, por exemplo), ora para assuntos de governo (como a construção de uma estrada) isso ainda acontece.

Há quem afirme que essa prática se instaurou na Europa através dos germanos que invadiram Roma. Os romanos tinham por característica a república, forma onde os interesses pessoais ficavam subjugados aos da república, mas os bárbaros vindos da Germânia, que aos poucos foram dando forma ao Império decadente, tinham o patrimonialismo como característica, onde o reino e suas riquezas eram transmitidas hereditariamente, de forma que os sucessores usufruiam dos benefícios do cargo, sem pudor em gastar o tesouro do reino em benefício próprio ou de uma minoria, sem prévia autorização do senado.

Acredito que o fato desses traços de patrimonialismo estarem sendo divulgados, possibilitando uma reação de repúdio e indignação da sociedade terá como reflexo o apaerfeiçoamento institucional, o progresso cidadão necessário à construção de espaços públicos respeitáveis e respeitados

domingo, 17 de outubro de 2010

Mundo


 
Sair de mim voar para além do mundo
Sair do mundo e explorar enfim o mundo
Sair por ai e encontrar novamente todo mundo
Sair em sorrisos livres
Descobrir caminhos novos nos sorrisos francos
Voltar para casa tranquilo
e encontrar você Celinha