terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sobre Toni Morais (meu primo e meu irmão) por ele mesmo...



"o grande inconveniente da vida real, e que machuca o cidadão de bem que a ela leva seus valores e ideais, é que ali, frequentemente, as qualidades tornam-se defeitos".

Respeito aqueles que fazem de suas vidas uma eterna participação principal em tramas neutras ou despidas de posição, todos precisamos por vezes assistir pequenas peças inofensivas para passar o tempo e descansar.
Mas ao ver um grupo de coadjuvantes dedidicados na trama de mudar, não simplesmente a história, mas modificar o mundo, me levanto e não posso permanecer na platéia.
Mudar o mundo não é uma luta insana pelo papel principal, mas um constante apertar de mãos entre milhares de luminosos coadjuvantes, cujo objetivo é coletivo e dignificante.

fonte: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=as&uid=8377860449845018203

domingo, 18 de outubro de 2009

Hélio Santos.




Creio que vale a pena conhecer e ler textos do Professor Hélio Santos.
Assisti um video com sua entrevista no Programa Roda Viva da TV Cultura novembro/2002. Comprei na Livraria Cultura.

http://www.palmares.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=174

http://www.submarino.com.br/produto/1/164975?franq=134562

sobre democracia direta.



Para uma sociedade ser verdadeiramente democrática é fundamental que sua população não fique satisfeita com a democracia representativa, pois esse contentamento, na prática, significa que devemos lutar também pelo pluralismo político, pela democratização da terra, dos meios de comunicação, do Poder Judiciário, do acesso à educação, da moradia, dos meios de produção e pela distribuição justa da renda e da riqueza produzida.
Quem, como eu, acredita na necessidade de aperfeiçoamento da Democracia, bem como que ela está em permanente processo de evolução convive com naturalidade com idéias e ideologias que contrariam nossas as nossas.
Nessa linha não é exagero afirmar que valores como: bem comum, interesse público, políticas públicas de Estado, bens públicos, dentre outros, devem ser cultivados como virtudes sociais, através das quais é possível encontrarmos a verdadeira democracia, superando a democracia representativa, estou me referindo à democracia direta. Assim a democracia direta deve ser tomada como evolução necessária e natural da democracia representativa. Mas o que é democracia direta?
Uma democracia direta é qualquer forma de organização na qual todos os cidadãos podem participar diretamente no processo de tomada de decisões.
As primeiras democracias da antiguidade foram democracias diretas. O exemplo mais marcante das primeiras democracias diretas é a de Atenas (e de outras cidades gregas), nas quais o Povo se reunia nas praças e ali tomava decisões políticas. Na Grécia antiga o "Povo" era composto por pessoas com título de cidadão ateniense. Porém, mulheres, escravos e mestiços não tinham direito a esse título, exclusivo para homens que fossem filhos e netos de atenienses. No mundo atual o sistema que mais se aproxima dos ideais da democracia direta é a democracia semidireta da Suíça.
Num sistema de democracia indireta, ou democracia representativa, os cidadãos elegem representantes, os quais serão responsáveis pela tomada de decisões em seu nome. Este é o processo mais comum de tomada de decisão nos governos democráticos, e por isto é também chamado de mandato político.
Já em regime de democracia direta, os cidadãos não delegam o seu poder de decisão. As decisões são tomadas através de assembléias gerais. Se por acaso precisam de um representante, este só recebe os poderes que a assembléia quiser dar-lhe, os quais podem ser revogados a qualquer momento. Assim, na democracia direta, o poder do representante se assemelha ao que é conferido por um mandato comercial.
Democracia direta pura, como tal, não existe em nenhum país moderno no ambito nacional, mas já existe hoje, em caráter estritamente local ou paroquial, a tomada de decisões de em alguns cantões da Suíça (Glarus e Appenzell Innerrhoden) e numa cidade da Suécia (Vallentuna).
Outros países tem experiências interessantes, como o Canadá, por exemplo. Voltaremos ao tema noutro momento.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bileo Soares, exemplo de generosidade.



O ano era 1.982, eu estava na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da PUC Campinas e com 18 anos acreditava na eternidade, nas múltiplas possibilidades de felicidade, afinal a cada dia descobria tantas coisas, conhecia tanta gente boa que como eu sonhava em fazer a diferença no mundo e tudo começava lá, no nosso mundo, no Pátio dos Leões da PUC Central.

Bem, naquele ano vencemos as eleições para o Diretório Acadêmico XVI de Abril, mas perdemos as eleições para o DCE, fui eleito delegado nos Congressos da UEE, UNE e no ENED – Encontro Nacional dos Estudantes de Direito; em 1982 comecei o meu estágio no escritório de meu tio Xyco, o Professor Francisco Isolino de Siqueira e conheci Celinha, amor da minha vida, minha mulher e companheira justa e generosa.

Naquele ano mágico lutamos pela eleição de Lula para o Governo de São Paulo, mas o eleito foi o então Senador Franco Montoro, mas não é sobre isso que quero escrever hoje.

Foi em 1.982 que conheci o hoje Vereador Biléo Soares.

Acredito na sorte como uma força divina reguladora dos acasos, e um desses acasos nos aproximou e nos tornamos amigos de verdade.

Eu no PT, ele no PMDB (depois ele ajudou a fundar o PSDB) nem sempre temos a mesma opinião sobre muitas coisas, mas o afeto é o fundamento do nosso relacionamento. Afeto e respeito.

Nessa linha não é exagero afirmar que Biléo Soares é um exemplo de pessoa com muitas virtudes, aliás o tema das virtudes é clássico na Filosofia Moral e não é demais lembrar que as virtudes não dizem diretamente respeito às ações morais, mas aos traços de caráter desejáveis para que elas sejam realizadas. Mais ainda, em certos sistemas éticos, como o de Aristóteles, algumas são evocadas como condição necessária para o alcance e usufruto da "vida boa".

Das virtudes de Biléo eu poderia escrever sobre a sua honestidade, seu senso de justiça, o quanto ele valoriza a amizade, o quanto lhe custou pessoalmente ser leal e fiel. Todas virtudes suas e que conferem marca indelével à sua vida pessoal e política, mas essas são apenas virtudes humanas e a sua virtude mais marcante é a generosidade uma virtude divina, segundo o filosofo Comte-Sponille.

Mas o que é ser generoso? O que a generosidade? A generosidade é a virtude do dom.

As pessoas generosas como Biléo são naturalmente justas, mas tem também a capacidade divina de perceber que não basta “atribuir a cada um o que é seu”, como dizia Spinoza a propósito da virtude da justiça, mas vão além e oferecem a quem necessita não apenas o que lhe cabe, mas o que lhe falta.

Assim é Biléo Soares uma pessoa de alma generosa, capaz de renunciar ao que por direito lhe pertence entregando o que é seu por entender que o outro necessita, que ao outro falta algo.
E por que Biléo é assim?

Porque ele tem consciência de sua grandeza, de importância, porque é liberto de bobagens como vaidade e orgulho, porque tem consciência de si mesmo como irmão de todos, porque é dono de uma alma livre e responsável.

A generosidade, como todas as virtudes é plural, e nesse sentido a generosidade de Biléo é igualmente plural, ela é também coragem, heroísmo, equidade, compaixão, benevolência, misericórdia e doçura. A generosidade de Bileo é, em síntese: bondade.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sobre liberdade.




“Jamais olvidais que sois os administradores da melhor herança das gerações que vos devem suceder, que essa herança é a liberdade e que estais na obrigação de defendê-la a custa de vosso sangue e de vossa vida. A execração de nossos filhos cairá sobre nossas cinzas, se, por nossa devassidão e incúria, lhes transmitirmos este sagrado depósito desfalcado e corrompido, e suas bênçãos nos acompanharão ao sepulcro se abandonarmos a virtude e o patriotismo”.


Bento Gonçalves para os riograndenses, publicada em 25 de setembro de 1835.

sábado, 10 de outubro de 2009

Solidão.


Sigo sem entender os movimentos assimetricos
espirito que guia sua vida
idas e vindas

sonhos distantes e desejo irreal.

Sua liberdade
é antinomia à minha dependência
solidão...

Busco aceitar em silêncio
a indiferença e a inação
da paixão adormecida,
falecida?


E o preço dessa dor?  Tudo aos pedaços.
Fragmentado meu coraçao não encontra razões
mas segue firme a caminho do fim
todas as manhãs
escravo o mercado
da sociedade liquida
há um enfim?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A opinião pública tem opinião?



Primeiro vou falar sobre preconceito. Em 1951, a psicoterapeuta americana Doris Allen reuniu na cidade de Cincinnatti, Ohio, EUA, representantes de oito países para o primeiro Children´s International Summer Village (CISV). Os grupos eram formados por um adulto, que atuava como monitor, e quatro jovens – duas meninas e dois meninos.


A idéia desta organização não-governamental (ONG) fora concebida anos antes, em 1946, um ano depois da Segunda Guerra Mundial. E era muito simples: reunir grupos de jovens de todos os países, regularmente, em encontros, acampamentos (ou acantonamentos) e intercâmbios. É muito ativa no Brasil e sucesso em vários países até hoje.


A Dra. Allen percebeu que idéias preconceituosas formam-se e solidificam-se a partir do momento em que as crianças fazem 11 anos, época em que iniciam uma mutação violenta e contraditória entre o (doce e aconchegante) lar e a selva das ruas.


De repente, o jovem que era acarinhado e protegido por sua família é, abruptamente, humilhado e jogado junto aos seus contemporâneos. Não à toa, pais reclamam da “súbita” mudança, quando estes jovens retornam agressivos e mudados às suas casas, falando expressões e gírias diferentes, com cabelos e roupas idênticos aos seus pares.


A criação desta ONG ocorreu, naturalmente, sob o impacto da tragédia recente. Analisado sobre qualquer ponto ou ângulo, a Segunda Guerra Mundial é um assombro em termos quantitativos (60 milhões de mortes) e qualitativos (perseguição racista como política de Estado, algo que se faz hoje no Irã. Refiro a um político populista e fanfarrão, o presidente Mahmoud Ahmadinejad).


Doris Allen percebeu que as crianças não fazem guerras nem alimentam preconceitos (até podem ter pois o ovo vem antes da galinha, certo?). Quem os cria – e é capaz de levar nações inteiras à loucura – são governos e famílias, algo que é muito enraizado e de difícil equação.

A solução apresentada pela Dra. Allen foi a prática da globalização, implementada nas crianças/pré-adolescentes, materializada na realização de acampamentos entre grupos (ou tribos?) de diversos países – americanos, japoneses, brasileiros, argentinos, jordanianos, suecos, finlandeses, italianos etc. Não mencionei raças nem religiões acima, por razões óbvias. A convivência observada (e consentida pelos pais) entre estes grupos estimula a tolerância e incita a curiosidade, numa dimensão superior à experimentada pelo cidadão comum, não afeito à diferenças. Posso dizer, como pai de uma cisviana que esta praxis funciona e muito bem.

Que tipo de ação poderia fazer um profissional experiente em países como a Alemanha, Itália (e mesmo a França), aonde o preconceito racial chegou a situações extremas, de perseguição à extermínio?


As reflexões acima me levam a um ponto delicado, que aflige todo o profissional de Relações Públicas e comunicação, principalmente aqueles que operam em política, com comunidades ou são responsáveis pela estratégia de comunicação de grandes grupos.


Trata-se desta entidade genérica e inexata que se convencionou chamar de “opinião pública”.

Fraser Seitel, em “The Practice of PR”, dedica um capítulo inteiro ao assunto (“Public Opinion”). Recomendo a sua leitura. Longe de ser um tratado sociológico, Seitel chega à conclusão que a melhor maneira de entender a “opinião pública” é entender primeiro o que é opinião e quando ela se torna pública, ou seja, quando os interesses de vários indivíduos se assemelham para então virar instrumento de influência social ou massa de manobra.

Seitel cita Edward Bernays, o grande comunicador, sobrinho de Freud e que para muitos é o verdadeiro criador da atividade de RP: “Opinião pública é um termo impreciso que descreve grupos volúveis e manipuláveis formados por julgamentos individuais”.

Para Seitel “público” significa um grupo de pessoas que compartilham interesses ‘comuns em assuntos específicos (“grupos de investidores”, por exemplo).

O especialista em RP descreve o processo em três partes distintas – atitude, opinião e ação. Quando as atitudes tornam-se fortes o suficiente, emergem na forma de “opiniões”. A opinião é a expressão de uma atitude sobre um determinado assunto. E quando as opiniões tornam-se fortes o bastante, transformam-se em ações – verbais ou comportamentais.

As atitudes galvanizam e encontram o seu ponto de fusão quando encontram seus espelhos, pessoas que também comungam das mesmas experiências, dores, desejos, ambições, medos ou felicidades. Ou seja, o melhor seria chamar o fenômeno “opinião pública” de “atitude pública”.

Seitel apresenta estas características, as atitudes, em sete grandes grupos: pessoais (estados emocionais, geracionais), cultural, educacional, familiar, religioso, classe social) e raça. Ele não cita um grupo que acho importante, o demográfico, que sem dúvida pode influenciar uma pessoa (alguém nascido no Alasca tem a mesma atitude de alguém nascido em Guiné-Bissau?).

Não serei esotérico e não acrescentarei aqui uma nova categoria de atitude: a provável força (oculta) dos doshas indianos (vatha, pitha e kapha) e da astrocaracteologia, que utilizava os astros como referências aos vários tipos humanos, identificados desde os mestres gregos …

Em suma, acredito que é necessário estudar muito, que é preciso acercar-se do maior número de especialistas sobre um assunto, para que se tenha uma opinião formada acerca de qualquer coisa.

Sempre me pergunto – e não dá para não ser o mais verdadeiro e honesto para nós mesmos, certo? – se a opinião pública realmente tem opinião. Claro que não, quem a tem é o indivíduo! Em outro post escrevi que “a massa é burra, quem tem (ou não) inteligência é a pessoa”.

Quem já trabalhou em um grande grupo de comunicação sabe que o poder é uma composição de grupos. Estes podem ter mais, ou menos, poder em um determinado momento. Mas todos manipulam e utilizam a (e são utilizados pela) mídia. Ganha quem tem a mensagem (ou apelo) certa, a “cara” certa, no momento certo, para o público certo (se você não sabe o que eu estou falando leia o livro “Fogueira das Vaidades”, de Tom Wolfe ou assista ao ótimo filme, homônimo, de Brian de Palma, ranqueado com 5.1 estrelas – que injustiça!).

Agora, o que um bom profissional de comunicação deve fazer quando confrontado por grupos de pressões, formados por pessoas que têm “opiniões” formadas e “sólidas” acerca da marca ou do seu serviço? Ou mesmo preconceitos?

A percepção de todos os grandes profissionais de comunicação é que não adianta ir contra a percepção da maioria, ou seja, tentar mudar a opinião destes grupos. Trata-se de uma tarefa insana e inglória, que leva o contendor à exaustão ou ao ostracismo. Uma morte em vida.

Os surfistas sabem que não dá para remar contra a maré. É preciso ler o mar, a correnteza, os ventos. A precisa e correta leitura destes elementos posicionam o surfista que poderá habilmente aproveitar as ondas a seu favor. Os políticos – auxiliados por grandes comunicadores – aproveitam-se disso.

Os profissionais que trabalham em comunicação devem estar atentos a todas estas leituras para proteger e alavancar a imagem das empresas, uma vez que a muitos não foi lhes dada a faculdade, o dom transformador, de mudar opiniões.

Seitel demonstra que uma vez formada uma opinião – ou preconceito – é praticamente impossível transformar atitudes motivacionais. Mas, curiosamente, nos dá uma pista preciosa: a de que a melhor maneira de tentar persuadir alguém é simplesmente entendê-la, ouvi-la, abrir canais de comunicação e interação.

Trata-se de um passo minúsculo em um mundo que tem a guerra como continuação da política. Mas é neste momento que nós, profissionais sérios de comunicação, vemos surgir alguma luz que irrompe a escuridão perniciosa do preconceito e das “opiniões”, ou o que quer que seja - estas coisas nefastas, remendos produzidos a partir de trapos de realidade.

http://doutorspin.wordpress.com/2009/04/25/a-opiniao-publica-tem-opiniao/

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Doris Allen, de candidata ao Nobel da Paz em 1979 reduzida a fundadora de uma agência de intercâmbio....



Escrevo para comentar a matéria do ultimo número de uma revista da Editora Abril, a VIAGEM.
Participamos do CISV desde 1.996 e eu, apesar de nunca haver participado diretamente da direção do chapter Campinas, sei que o CISV não é "uma agência de intercâmbio com cara de ONG" como constou no subtitulo da materia da jornalista Patricia Cerqueira na última edição da revista VIAGEM.
A materia em si é não ruim, mas perdeu-se uma grande oportunidade de apresentar ao Brasil o que somos, nossa história e principalmente a grande figura humana que foi Doris Allen.
Pobre Doris Allen, de candidata ao Nobel da Paz em 1979 reduzida a fundadora de uma agência de intercâmbio....

Não somos uma "agência de intercâmbio" isso é profundamente ofensivo ao trabalho de centenas de vonluntários. Somos uma comunidade global de voluntários dedicados à criação de oportunidades para conhecer as emoções e riquezas da diversidade cultural através de nossos programas educacionais, para todas as idades, aliás é isso que consta no nosso site.

O CISV se fundamenta na crença de que a paz é possível através do afeto e da amizade, e que a transformação das relações humanas deve começar a ser feita a partir das crianças, através da formação de uma geração que rompa com a "média e com a moda" e que tenha visão libertária e critica da realidade.

O CISV não oferece "intercâmbios", nossa ONG oferece uma variedade extraordinária de atividades educacionais em grupo para promover o entendimento inter-cultural entre crianças, jovens e adultos do mundo todo, tendo como principio o respeito às diferenças culturais e o desenvolvimento do autoconhecimento, bem como permite que cada participante incorpore esses valores às suas vidas, na medida em que se tornam cidadãos globais e lutam por um mundo mais pacífico onde esses objetivos tão fantásticamente ambiciosos constou na materia?

A matéria em certa medida desrespeita cada uma das familias cisvianas e isso tem de ser esclarecido, pois nossos valores: Amizade, Inclusão, Entusiasmo, Compromisso e Cooperação sequer foram citados, assim como não foi suficientemente esclarecido que o CISV é uma organização sem fins lucrativos, independente, apartidária (e não apolitica) e voluntária, que promove a educação para a paz e amizade intercultural.

A matéria ignora e desrespeita nossa história, pois não explica que:

"Subseqüentemente à devastação causada pela Segunda Guerra Mundial, várias pessoas se empenharam em promover iniciativas para construir e manter a paz. Uma idéia em especial chamou a atenção de uma psicoterapeuta de crianças, Dra. Doris Allen. Era uma proposta da UNESCO para a criação de uma organização educacional de paz para pós-graduados em diversas disciplinas. A idéia do Children's International Summer Villages (hoje conhecido como CISV) foi concebida pela Dra. Allen em 1946. Como especialista em crescimento e desenvolvimento, a Dra. Allen não concordava com a idéia de que o foco da educação para a paz estivesse na área de ensino para adultos. Ela acreditava firmemente que “a fonte principal para a paz, a longo prazo, estava nas crianças." (http://www.civ.org.br/).

Na matéria não consta que da convicção de Doris Allen "..., surgiu a idéia de juntar crianças do mundo inteiro para ensiná-las a respeitar valores comuns e diferentes. Em 1951, ela realizou seu sonho, quando representantes de oito países se reuniram em Cincinnatti, Ohio, EUA, para o primeiro Children’s International Summer Village (CISV). No decorrer de várias décadas, a organização cresceu em número, países e atividades. Em 1979, Doris Allen foi indicada para o Premio Nobel da Paz - mas quem o recebeu nesse ano foi Madre Teresa de Calcutá." (http://www.cisv.org.br/).
A matéria omite que o CISV é uma organização internacional com mais de 50 anos, que está presente em mais de 60 países.
E, embora o CISV seja de fato uma experiência divertida e empolgante, ela é muito mais do que isso, pois os programas multiculturais são fundamentados em sólidos princípios e objetivos educacionais, e nossa meta educacional é preparar os indivíduos para se tornarem membros ativos e contribuintes de uma sociedade pacífica, e cabe à Diretoria do CISV BRASIL manter e zelar os compromissados com as nossas metas educacionais, sob pena de mais de cinco décadas de trabalho terem pouco ou nenhum significado.