sábado, 21 de junho de 2014

DIÁLOGO DO ARQUITETO E NEO EM MATRIX


“O Arquiteto - Olá, Neo.
Neo - Quem é você?
O Arquiteto - Eu sou o Arquiteto.
Eu criei a Matrix. Eu estava à sua espera. (...)”
 
Sempre reflito sobre o significado do diálogo entre Neo e o Arquiteto no “Matrix Reloaded”, busco o significado para além do próprio filme e gosto de pensar que o diálogo é uma alegoria[1] ou uma metáfora[2] que contrapõe dois tipos de agir, o racional, do arquiteto e criador da MATRIX e o passional, em Neo, aquele que busca libertar a humanidade da escravidão imposta pelo sistema
O racional, ou a racionalidade, diz respeito a ação calculada com base na eficácia dos meios escolhidos em vista de um fim, está relacionada também com a sistematização da experiência através de princípios explicativos gerais.
O termo RACIONALIDADE nasceu fora da filosofia, estava relacionado a ciências como a economia, mas Weber introduziu sua noção como conceito sociológico fundamental, descrevendo-o como uma característica de determinado tipo de agir social. Esse não é o espaço para irmos além disso, mas é necessário dizer que o conceito weberiano de racionalidade foi fundamental para Lukács e para a Escola de Frankfurt unirem-se na crítica do modo de produção capitalista, aliás segundo Lukács a identificação das características do capitalismo, na racionalidade e na calculabilidade, possibilita a análise e compreensão à profundidade do sistema, do significado e da dinâmica do modo capitalista de produção seja estudado.
Quando o arquiteto diz:
“... você continua irrevogavelmente humano. Assim sendo, algumas de minhas respostas você entenderá, e outras não. Em consonância, ainda que sua primeira pergunta possa ser a mais pertinente, você pode ou não se dar conta de que ela é também irrelevante. ”
 
Estará o criador de MATRIX, que para mim representa o capitalismo, a afirmar a irrelevância da humanidade e do indivíduo em relação ao sistema que ele criou?
Mais adiante quando o arquiteto responde à pergunta “Por que estou aqui? ” Sua resposta é devastadora:
“Sua vida é a soma do saldo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é o desenlace de uma anomalia, que, a despeito de meus mais sinceros esforços, fui incapaz de eliminar daquela, caso conseguisse, seria uma harmonia de precisão matemática. Ainda que continue a ser uma tarefa árdua diligentemente evita-la, ela não é inesperada, e portanto não está além de qualquer controle. Fato este que o trouxe, inexoravelmente, aqui. ”.
 
Noutras palavras se fosse possível descartar o ser humano MATRIX descartaria mas, paradoxalmente, o sistema que escraviza os indivíduos necessita deles e os mantém sob controle, produzindo e consumindo.
O sistema de MATRIX mantém o controle alimentando os seres humanos de algo chamado esperança, num dado momento o arquiteto afirma:
“Esperança. Eis a quintessência do delírio humano, ao mesmo tempo fonte de sua maior força e de sua maior fraqueza. ”
 
O arquiteto, sempre racional afirma ainda que:
“...99,9% de todas as cobaias aceitavam o programa, contanto que lhes fosse dada uma escolha, mesmo que só estivessem cientes dela em um nível quase inconsciente. Embora esta resposta funcionasse, ela era óbvia e fundamentalmente defeituosa, criando, assim, a anomalia sistêmica contraditória, a qual, sem vigilância, poderia ameaçar o próprio sistema. Por conseguinte, aqueles que recusavam o programa, ainda que uma minoria, se não vigiados, constituiriam uma probabilidade crescente de catástrofe. ”
 
Ao final lança Neo a uma escolha fundamental: salvar seu amor ou salvar a humanidade, o faz ao desafiá-lo:
“... momento da verdade, em que a falha fundamental é definitivamente expressa e a anomalia revela ser tanto o começo quanto o fim. Há duas portas. A à sua direita leva para a fonte e a salvação de Zion. A à sua esquerda leva para a Matrix, para ela [Trinity] e o fim de sua espécie. Como você com muita propriedade manifestou, o problema é a escolha. No entanto, nós já sabemos o que você fará, não é mesmo? Já posso ver a reação em cadeia, os precursores químicos que sinalizam o raiar da emoção, projetados especificamente para sobrepujar a lógica e a razão. Uma emoção que já o cega para a verdade simples e óbvia: ela vai morrer e não há nada que você possa fazer para impedir.”
 
O arquiteto não é humano, é a representação do sistema que criou, MATRIX. O diálogo é a meu ver entre a racionalidade característica - tão própria do modo de produção capitalista - e a passionalidade - característica da humanidade e seu desejo de construção de um modo de produção capaz de distribuir a riqueza produzida de forma mais equilibrada.
Fica a reflexão.

[1] Uma alegoria (do grego αλλος, allos, "outro", e αγορευειν, agoreuein, "falar em público") é uma figura de linguagem, mais especificamente de uso retórico, que produz a virtualização do significado, ou seja, sua expressão transmite um ou mais sentidos que o da simples compreensão ao literal.
 
[2] Metáfora: é a palavra ou expressão que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas. Ela pode dar um duplo sentido a frase. Com a ausência de uma conjunção comparativa.

domingo, 15 de junho de 2014

GLOBALIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL


Desde o final da década de 1970 assistimos o triunfo o capitalismo, um capitalismo muito mais poderoso que aquele dos seus primórdios, um capitalismo que se descola da produção e encontra representante e representação no que denominou-se de capitalismo financeiro.

Não é necessário mais dissertar sobre “o porquê” do triunfo do capitalismo sobre o socialismo, já escrevi sobre isso e estou cada vez mais convencido que o mundo nunca viveu uma experiência socialista verdadeira e talvez nunca a viva, apesar de ser essa a busca válida e necessária.

Mas vamos lá. A globalização econômica e seu irresistível charme, chegaram aos nosso dia-a-dia apresentadas por discursos ensaiados, propaganda em todos os meios de comunicação de todo o mundo, nos convenceram que era necessário modernizar nossas estruturas e instituições, com isso incrementar o regime de trocas nos círculos globais, esse discurso trouxe consigo também uma nova ordem, uma nova lógica e uma estrutura de comando que não reconhecia e não reconhece nos Estados Nacionais, nas suas constituições e autoridades limites necessários a buscar arranjos institucionais peculiares em cada um deles. Ela [a globalização] trouxe uma nova forma de supremacia Política, uma nova forma de Política onde a regulação seja mínima e o Estado, suas estruturas e instituições estejam a serviço de garantir o mercado global e os lucros dos capitalistas globais. As comunidades e os seres humanos não são para o capitalismo atores e agentes de suas vidas, são apenas consumidores. E quando não consomem não tem relevância para a lógica global. Vivemos isso até hoje e quem ousou discordar foi, em maior ou menor grau, transformado pela mídia mundial em anticristo.

O que desejam os senhores dessa nova ordem é fazer crer a todos que a globalização da produção e da permuta é prova que as relações econômicas é algo positivo e que basta a harmonizar as relações sociais, bem como que esse novo regime global é tão perfeito que tornou-se independente de controles políticos, pois a tal soberania dos Estados Nacionais seria algo anacrônico e a Politica um campo de ação para pessoas más.

Toda uma geração, jovens que hoje tem até 35 anos, cresceu ouvindo que a Política é a causa das distorções e restrições e que o “mercado livre” é sim capaz de equilibrar a sociedade e regular-se a si próprio através, por exemplo da “livre concorrência”. Mas isso não é verdade. As forças do mercado são incapazes de harmonizar, equilibrar e regular, pois a lógica que segue é a lógica da acumulação da riqueza produzida e não da sua distribuição.

A crise financeira global de 2008, por exemplo, foi consequência disso tudo, do processo de financeirização do capitalismo, a criação maciça de riqueza financeira fictícia iniciada da década de 1980, e da hegemonia de uma ideologia reacionária, o neoliberalismo, baseada em mercados auto‑regulados e eficientes, a qual mostrou-se um retumbante fracasso para os países e para as pessoas.

Bem, vivemos num mundo capitalista e, lamentavelmente, uma sociedade de iguais está tão próxima da realidade quanto a PONTE PRETA, meu time do coração, tornar-se campeã Mundial de Clubes da Fifa, por isso apesar de respeitar o Professor Bresser Pereira não acredito que dessa crise possa emergir natural e espontaneamente um novo capitalismo. Sem ação política, sem debate não será sequer possível compreender o que ocorreu nos últimos trinta anos, exatamente porque a natureza do capitalismo é mutante e extremamente sedutora. É desejável que o capitalismo se transforme, que não seja tão financeirizado, mas será isso possível? É possível através da ação política.

Sem um debate substantivo as tendências presentes nos trinta anos dourados conduzirão os incautos a crer que capitalismo global, neoliberal e apolítico é positivo, e essa crença nos conduzirá à próxima crise global.


A solução é a expansão da democracia, tornando‑a mais social e participativa, do que os liberais têm verdadeiro horror. Basta ver que o aumento da participação popular foi rejeitado sob o infundado argumento de ser antidemocrático. Sim, estou me referindo ao decreto presidencial que criou a Política Nacional de Participação Social que fez a direita reagir de forma irracional. Do que tem medo os defensores da “livre concorrência” e do “livre inciativa”? Talvez tenham medo que a participação social efetiva aumente o grau de consciência da população que em algum tempo estaria imune à cantilena liberal e reacionária.

Quanto mais democracia melhor, quanto mais imprensa livre melhor, quanto mais riqueza produzida e distribuída melhor, pois se a vida nos conduz a uma jornada solitária, nada impede que ela seja justa, participativa e solidária.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

SOBRE O CRESCIMENTO ECONÔMICO

Um nível maior e mais sustentado de crescimento econômico é o que desejamos evidentemente, mas esse crescimento desejado exige, dizem os especialistas, um esforço renovado em reformas estruturais, para dar mais peso ao mercado interno como motor da atividade.

Aliás, é essa a conclusão um estudo dos economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado no dia 12 de junho, chamado “Mercados emergentes em transição: perspectivas de crescimento e desafios”.

Os economistas do FMI, tão respeitados pelos neoliberais tucanos afirmam que, no curto prazo, o crescimento maior dos países desenvolvidos deve garantir maior demanda por produtos dos emergentes, não é difícil concluir que a crise pela qual passam tais países atrapalhou o ciclo virtuoso do Brasil e dos mais emergentes.

O estudo destaca que depois de serem estrelas de crescimento econômico, os emergentes estão amargando taxas decepcionantes, não só abaixo dos níveis pós-crise financeira mundial, mas também piores que os patamares na década pré-crise. O Brasil não seria diferente numa economia globalizada e temos de conviver com a realidade de, após a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2003 e 2010, vê-la reduzida desde 2010/2011, para “meros” 2,5% em 2013.

Mas o FMI é mais honesto que os críticos tucanos, pois afirma claramente que parte desta desaceleração é por conta de fatores cíclicos e não porque tenha a equipe econômica do governo manejado equivocadamente os instrumentos a disposição. O estudo diz que a recuperação maior esperada para os países avançados, como os Estados Unidos, deve ajudar os emergentes, na medida em que os mercados desenvolvidos vão demandar mais exportações.

Mas o que são as tais “reformas estruturais” necessárias a dar peso ao mercado interno como motor da atividade econômica? Bem, o Brasil já convivei com tal expressão. A década de 1990 foi marcada por importantes transformações de caráter estrutural ocorridas nos ambientes econômico e institucional, ligadas tanto ao novo conjunto de políticas macroeconômicas adotado, quanto à implementação de reformas de cunho liberalizante, ou seja, orientadas pelo neoliberalismo que imperava naquele então. O objetivo daquelas medidas adotadas era de estabelecer condições para a retomada do crescimento da economia, de forma a que a crise da década anterior fosse superada.

Na realidade já no final da década de 1980 e início dos anos 1990, iniciou-se um processo de tentativa de superação da crise através de esforços no sentido de reformar a economia e promover a estabilização macroeconômica. O período foi marcado pela adoção de uma nova estratégia de políticas de ajustes, com reformas estruturais orientadas para o mercado sob forte influência das recomendações do chamado “Consenso de Washington”, que identificou uma série de medidas consideradas como necessárias para os países em desenvolvimento criarem um ambiente econômico e institucional propício para a entrada em uma trajetória de crescimento auto-sustentável.

Na verdade já no final da década de 1980 e início dos anos 1990, iniciou-se um processo de tentativa de superação da crise através de esforços no sentido de reformar a economia e promover a estabilização macroeconômica. O período foi marcado pela adoção de uma nova estratégia de políticas de ajustes, com reformas estruturais orientadas para o mercado sob forte influência das recomendações do chamado “Consenso de Washington”, que identificou uma série de medidas consideradas como necessárias para os países em desenvolvimento criarem um ambiente econômico e institucional propício para a entrada em uma trajetória de crescimento auto-sustentável. O tempo mostrou que o as políticas neoliberais tiveram um efeito corrosivo nas estruturas e instituições nacionais e globais, causando crises sucessivas até a crise global de 2007/2008.

Por isso espero que o FMI e os seus simpatizantes quando falam em reformas estruturais não percam de vista que aquele modelo liberalizante falhou e lançou parte do mundo no caos, roubando vidas e aniquilando sonhos de uma geração toda. 

Outro aspecto a ser registrado é que o neoliberalismo já teve sua chance no Brasil e foi um fiasco retumbante, assim tem-se de ficar atento a esse agrupamento político, que vestido de azul a amarelo e com projeto de dirigir novamente o país, está a construir - com a ajuda de parcela significativa da mídia - uma narrativa ficcional do seu passado de fracassos para criticar o que deve ser mudado e justificar sua “tarefa histórica”. Mas sua tarefa é apenas tutelar interesses privados, não tem dimensão ou expressão do interesse público de superar crises causadas ou distribuir riqueza e buscar um desenvolvimento social.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

QUEM É ADVERSÁRIO DE QUEM 2014?


A Presidente Dilma vem liderando a corrida presidencial, mas penso que setores do próprio PT são os seus maiores adversários e podem levar a presidente à derrota. A quais setores eu me refiro? Aos que, diferentemente da presidente e de Lula, passaram a crer que o país não existia antes deles, aqueles que se tornaram desprezíveis burocratas.

Penso que a burocracia assemelha-se a todos os tipos de castas dirigentes pelo fato de se encontrar sempre pronta a cerrar os olhos perante os mais grosseiros erros dos seus chefes em política geral se, em contrapartida, estes lhe forem absolutamente fiéis na defesa dos seus privilégios. E o país não precisa nem de neoliberais, bem de burocratas. O país precisa de brasileiros de verdade, capazes de ouvir as legítimas demandas de todos os setores, pois vivemos numa democracia e nas democracias as diferenças precisam ser respeitadas, as vozes precisam ser ouvidas.

Assim como tenho convicção que o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) é o principal adversário do ex-governador Eduardo Campos (PSB) na disputa pela Presidência da República por uma vaga num eventual 2o. turno, por isso não entendo bem porque parte da militância do PSB tem se mostrado tão agressiva nas críticas, sempre necessárias, ao governo – do qual esse mesmo PSB fez parte desde 1º. de janeiro de 2003 até pouquinho tempo atrás.

Por serem Aécio e Eduardo os candidatos a uma vaga num 2º turno essa aliança política entre ambos me parece extremamente inadequada, pois o único favorecido é o tucano, afinal Aécio é o adversário natural e direto de Eduardo Campos e vem sendo preservado de qualquer critica dos socialistas. Se o objetivo do PSB é ir para segundo turno essa aliança não favorece em nada tal objetivo.

Setores do PT dizem que o PSB e Eduardo Campos são “ingratos”. Não concordo com isso. Penso que o PSB deveria preparar-se para 2018 e apoiar mais uma vez o projeto desenvolvimentista, lutando para colocar o brilhante Eduardo como vice de Dilma, mas esse cenário não se apresentou, mas a candidatura do PSB é legitima. Legitima especialmente porque o PSB é um partido correto. Apoiou Lula em 1989 quando ele tinha 2%, fez oposição ao governo Collor e Fernando Henrique Cardoso, apoiaram o Lula em 1994 e em 1998, quando todos sabiam que a eleição era perdida. Mesmo em 2002, após o delírio da candidatura de Garotinho, o PSB no segundo turno de 2002 apoiou Lula. Em 2006 em 2010 estiveram juntos com o PT e o PCdoB desde o inicio. Portanto Eduardo Campos tem como adversário os movimentos táticos de seu partido ou de sua coordenação de campanha, movimentos que comprometem o objetivo estratégico.

O PSDB vem com Aécio Neves um político que, ao contrario de José Serra, não possui nenhuma das qualidades necessárias ao exercício da Presidência da Republica, pois não representa um projeto, uma ideologia ou uma geração ele é personagem dele mesmo, o eterno neto de alguém que foi grande sem nunca ter sido.

Aécio é o típico “político profissional”, alguém cujas convicções estão sempre a mercê dos interesses que mais eficientemente o seduzem. Aproveitou-se do prestigio residual de seu Avô Tancredo Neves e elegeu-se em 1986 Deputado Constituinte pelo PMDB. Concorreu, em 1992, à prefeitura de Belo Horizonte e foi derrotado. Sempre atento às oportunidades e aos bons ventos filiou-se ao PSDB em 1994.

Sua Principal bandeira política é o batido chavão denominado “o Choque de Gestão”, tão apreciado por rentistas e outros inescrupulosos, um chavão que nada mais é que a cantilena neoliberal que levou os EUA e parte significativa do mundo à crise de 2008. Seu adversário é a absoluta ausência de substância de sua candidatura, Aécio não tem um projeto para o Brasil, ele representa um retrocesso, aliás, sua candidatura que se viabilizou em razão da campanha midiática sem precedentes que busca desqualificar o qualificado governo capitaneado pela esquerda (PT, PSB e PCdoB).

Aécio e sua turma acreditam que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade" (frase de Joseph Goebbels, que foi ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista, que exercia severo controle sobre as instituições educacionais e os meios de comunicação), a mentira é o movimento tático que vem sendo usado pelos tucanos e por seus nazi-apoiadores com o objetivo de criar uma sensação de tensão e caos no país.

Para esses senhores a verdade importa muito pouco, a realidade deixa de existir, passam a viver uma representação da realidade, difundida, na sociedade pós-moderna, por parte mídia, logo ela que deveria ser instrumento garantidor da verdade. Baudrillard defende a teoria de que vivemos em uma era cujos símbolos têm mais peso e mais força do que a própria realidade. Desse fenômeno surgem os "simulacros", simulações malfeitas do real que, contraditoriamente, são mais atraentes ao espectador do que o próprio objeto reproduzido.

Nesse momento cada um dos candidatos, a presidente Dilma, o ex-governador Eduardo Campos e o Senador Aécio Neves são adversários de si próprios. Aguardemos o inicio da campanha pela TV. Momento em que a verdade é percebida pela população, pois apesar de todo esforço dos publicitários ou marqueteiros de todo gênero ela [a população] compreende a verdade além da forma e muito além da embalagem.