terça-feira, 30 de junho de 2015

além das dez marias


as marias lá de casa eram apenas dez?
não, eram mais de dez
além das marias da dona maura
essas lindas fadinhas 
madrinhas da nossa infância
outras igualmente amadas há
em nossos corações
há maria luz
há duas marias irmãs de sorrisos e afagos infinitos
haverá sempre a maria do maneco
todas essas marias e outras mais
são assim minhas e nossas
nessa e noutra vida

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Agnes Browne

Esse filme assisti recentemente no TELECINE.
É um conto de fadas, mas é suficientemente bem feito para merecer o registro e a recomendação.

QUAL OAB A SOCIEDADE PRECISA?


Para responder essa questão é necessário lembrar quem somos e de onde viemos.

A OAB foi instituída pelo art. 17 do Decreto nº 19.408, de 18 de novembro de 1930, assinado por Getúlio Vargas, então chefe do Governo Provisório, e referendado pelo então ministro da Justiça, Osvaldo Aranha. Conforme determinava o referido decreto, a OAB seria regida pelos estatutos votados pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e aprovados pelo governo.  A Ordem dos Advogados do Brasil é um serviço público, mas não mantém vínculo funcional ou hierárquico com a Administração Pública, é dotada de personalidade jurídica e forma federativa e sua função é defender a Constituição Federal, a ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, os direitos humanos, a justiça social, bem como pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.  Compete também à OAB também promover a representação, defesa, seleção e disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.

Mas, como diz um bom amigo meu “as entidades abstratas não existem, são apenas artefatos humanos, o que existem são as pessoas” por isso penso que vale a pena, para responder a questão proposta, recuperar um argumento inteligente contido no artigo "O advogado e sua função social" de autoria do então presidente da OAB do Distrito Federal (OAB-DF), Francisco Caputo, o qual publicado no jornal Correio Braziliense faz algum tempo. O Dr. Caputo afirma que “Discutir a função social do advogado é apontar para a importância e a indispensabilidade desse profissional na sociedade. Se há vida social, há, em algum nível, uma ordem jurídica.” e sendo indispensável à administração da Justiça está constitucionalmente garantido o exercício da advocacia, contudo nesses tempos de ativismo midiático a advocacia e a indispensabilidade do advogado têm sido relativizadas, apesar da existência de lei federal vigente afirmar que, no seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social.

É nesse eixo de acertamento e afirmação da indispensabilidade da advocacia que a OAB deve orientar sua atuação e apresentar-se à sociedade, afinal pode-se afirmar, sem exageros, que a trajetória e a atuação destemida de advogados e da Ordem dos Advogados do Brasil, foram e são fundamentais para restauração, manutenção e aperfeiçoamento do tão sonhado estado democrático de direito.

E esse momento se nos apresenta um desafio, temos pela frente o dever de participar da construção de uma sociedade mais solidária, ética, inclusiva.

Ninguém melhor que os advogados, organizados numa OAB moderna e livre, podem fazer isso.

Não por acaso, o legislador deu aos advogados a nobre e árdua missão de defender a Constituição, a ordem jurídica, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da Justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.

A advocacia evoluiu, os advogados evoluíram e a OAB tem de ser representação dessa evolução. A advocacia e a OAB não estão limitadas apenas à defesa do indivíduo e de seus interesses privados, pois com o fortalecimento do estado do bem-estar social, especialmente na ultima década e meia e surgiram grupos de naturezas diversas, e seus interesses tornaram-se coletivos. As leis acompanharam esse processo, e ao advogado coube também a missão de defender os interesses difusos. No contexto, a atuação da OAB e, por conseguinte, do advogado, cresceu em importância na sociedade, na medida em que contribuiu para impulsionar grandes transformações sociais.
O advogado é também peça essencial na proteção dos direitos e das garantias fundamentais, prerrogativas constitucionais que formam um dos pilares do estado democrático de direito, ao lado do enunciado da legalidade e do princípio da separação dos poderes. Por isso, é função social do advogado velar pelos direitos e pelas garantias do cidadão, participando de forma ativa na construção de uma sociedade mais igualitária e livre. Tem ele papel fundamental para que haja irrestrito cumprimento dos princípios constitucionais que fundamentam a República, em especial o da dignidade da pessoa humana e o dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
Por isso tudo penso que é hora de, reconhecendo tudo de bom que foi feito, darmos um passo a frente e, como nos orienta os Professores Ricardo Sayeg, Adelaide Albergaria, Adelmo Emerenciano e Manuel Carlos Cardoso é chegado o momento de defendermos a um desenvolvimento econômico ecologicamente sustentável, temos de fazer do combate à pobreza, à miséria e às desigualdades uma missão, incorporando valores que tenham em vista um desenvolvimento equilibrado e a inclusão social.

A luta da OAB hoje é pela afirmação da fraternidade, pela construção de um sistema econômico indutor do exercício do direito subjetivo natural de propriedade, observado sua função social, com vistas à concretização e satisfatividade dos Direitos Humanos de primeira, de segunda e de terceira gerações, a luta da OAB hoje é orienta o debate da necessária instituição e defesa de uma economia humanista de mercado.
A sociedade precisa de uma OAB capaz de conhecer a realidade e levar à sociedade o inconformismo da necessária mudança e essa mudança deve começar na própria OAB.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O Peso da água

O Peso da Água é um filme de 2000 baseado no romance homônimo de Anita Shreve

Dirigido por Kathryn Bigelow, tem a participação de Sean PennElizabeth HurleySarah PolleyJosh Lucas e Catherine McCormack

Estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto.  Jean Janes (Catherine McCormack), que é fotógrafa de um jornal, viaja para o arquipélago de Shoals com seu marido Thomas (Sean Penn), o irmão deste, Richard (Josh Lucas) e a namorada de Richard (Elizabeth Hurley) para pesquisar sobre o assassinato real de duas imigrantes norueguesas ocorrido em 1873 na desolada ilha de Smuttynose

Por ironia do destino, Jean descobre arquivos que parecem relatar os assassinatos, descritos pela única sobrevivente Maren Hontvedt (Sarah Polley). O enredo alterna entre a narrativa descrita nesses arquivos e a luta pessoal de Jean em relação à ciúmes e desconfiança, uma vez que ela suspeita que seu marido seja infiél. É um filme surpreendente.


(fonte: wikipidia)


Viver o sonho



Desejo incomum de separar da vida o sonho
ela, tortura recorrente de toda idêntica manhã 
sofrimento 
ela, encadeamento medíocre de fatos iguais e irrelevantes
deprimente 
ele o tudo, o porvir, a perfeição
prazer 
viver a vida é pouco
viver de verdade? 
o sonho...

terça-feira, 23 de junho de 2015

Para velhos jornais, crime de sonegação não é notícia

Por que a mídia dá tão pouco destaque à Operação Zelotes, que flagrou fraudes fiscais de mega-empresas? Que interesses levam editores, em certos casos, a não cobrar Judiciário?
Por Luís Humberto Rocha Carrijo, editor do Rapport Comunica
O escândalo do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — Carf –, que pode superar 19 bilhões de reais, recebe uma cobertura muito acanhada da imprensa brasileira, apesar de sua magnitude e implicações de toda ordem. Dentro do ponto de vista jornalístico, não há nada que justifique um tratamento tão desinteressado e desatento por parte das redações. Ao contrário, os vultosos desvios de recursos da Receita, com a participação de personagens graúdos do PIB nacional (bancos e empresas, boa parte, grandes anunciantes), fundamentam os princípios do que é notícia, pelo menos em veículos que praticam jornalismo em sua mais ampla definição — corajoso e isento, dedicado a informar a população.
leia mais: http://outraspalavras.net/destaques/para-os-velhos-jornais-crime-de-sonegacao-nao-e-noticia/

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Entre o necessário combate à corrupção e o populismo primitivo.

Há em curso um sentimento de combate à corrupção. Isso é positivo, mas o combate à corrupção vem sendo apresentado pela mídia e pela oposição como sendo a principal ou única agenda nacional, em torno da qual o Governo Federal deveria e seria obrigado a mover-se, quase que exclusivamente. Será que é isso mesmo? 

Será que o combate à corrupção é a principal ação dos governos? Mas e o combate á miséria? O permanente combate à inflação? Os cuidados com a política macroeconômica? Os necessários investimentos em infraestrutura? E as políticas públicas no campo da educação, da saúde e da cultura? Penso que o combate à corrupção é necessário, mas não é uma agenda propriamente dita, não se deve suspender os programas e projetos de Estado ou de governo por conta disso, pois o combate à corrução deve estar contido nas ações cidadãs, nas ações de Estado e de todas as estruturas e instituições publicas e privadas do país. Evidentemente nossa postura em relação à corrupção deve ser denunciar, combater os efeitos e eliminar as causas. Para o que se faz necessário entender as raízes da corrupção. Feita essa introdução quero discutir a condução autoritária e antijurídica que os processos da LAVA JATO estão sofrendo. Em abril desse ano no site 247 foi possível ler a seguinte manchete: “JURISTAS CRITICAM APELO DA LAVA JATO À MÍDIA: ABSURDO”.  Na matéria juristas da importância de Celso Antônio Bandeira de Mello e Luiz Flávio Gomes criticaram a convocação à imprensa feita pelo procurador da Lava Jato Carlos Fernandes Santos Lima. O tal procurador em coletiva de imprensa sobre a tal “11ª fase” da operação pediu apoio da população e da mídia para que os culpados fossem efetivamente punidos. Honestamente não entendi o apelo do procurador, penso que não faz sentido chamar a mídia a preencher um espaço próprio da atividade jurisdicional. Estaria o procurador colocando sob suspeita a condução do processo? O Professor Bandeira de Mello qualificou essa convocação da imprensa pelo procurador como um “absurdo”, concordo com ele. É um absurdo, é descabido, pois o que evidentemente pretende o midiático procurador é uma condenação antecedente àquela que poderia vir com o julgamento, após o exercício do amplo Direito de Defesa e do Devido Processo Legal. O que pretende o procurador, um tipo de linchamento? Esse tipo de atitude não ajuda a Justiça em nada, estará o procurador a pretender que “a mídia conduza as investigações da Lava Jato como fizeram com o Mensalão"? Essa é a opinião de Bandeira de Mello. Para outro Jurista o Professor Luiz Flávio Gomes a busca pelo suporte da mídia é de um "populismo primitivo" e suspeito, pois "Quem faz tudo dentro da lei não precisa de apoio da mídia"Bem, no site REDE BRASIL ATUAL li outra manchete: Juristas põem em suspeita procedimentos usados por Moro em delação”. O conteúdo da matéria é preocupante. Consta no texto que “Magistrados, advogados e professores de Direito têm questionado, nos últimos dias, alguns dos pontos jurídicos observados na condução da Operação Lava Jata”. Basicamente o que se questiona é a instrumentalização do instituto da “delação premiada” e um certo grau de truculência do magistrado paranaense. Os professores da FGV Alberto Toron e Celso Vilardi, criticaram duramente o autoritarismo e a leviandade do juiz Sergio Moro em artigo publicado na FOLHA DE SÃO PAULO. Eles afirmam que o Juiz Sérgio Moro faz uma condenação antecipada dos réus nos processos da Lava Jato, processos que ainda não foram julgados. Eles afirmam que: “Não se discute a ocorrência de fatos graves na Petrobrás, mas a afirmação taxativa do Juiz do caso sobre o processo, antes da sentença, é inadmissível. Qualquer cidadão pode antecipar um juízo de valor sobre os fatos públicos que envolvem a Petrobrás. O juiz do caso, não!”, mas paradoxalmente o fato é que nunca se viu um juiz de um caso fazer campanha, pela mídia e junto com a mídia, por um dos lados de um processo penal que ele mesmo ainda vai julgar. Em minha opinião isso seria o bastante para o magistrado ser considerado suspeito.

Noutro artigo o Professor Luiz Flávio Gomes afirma que o “Juiz Sérgio Moro rasga a Constituição e queima a Convenção Americana” e todo o esforço de apuração de fatos, denuncia de suspeitos e condenação dos culpados pode ser em vão, pois diante de ilegalidades na Operação Lava Jato pode no futuro ocorrer a declaração de nulidade de provas pela Justiça, deixando na impunidade criminosos de colarinho branco, assim como aconteceu nas Operações Castelo de Areia e Satiagraha.
Não nos cabe questionar aspectos substantivos do processo, as críticas que são feitas acima são processuais ou constitucionais, mas penso que caberia ao midiático Juiz paranaense explicar:
(a) por que a citação do nome de Aécio Neves, pelo bandido Youssef, ainda antes do primeiro turno das eleições do ano passado não vazou para a imprensa, e o de Dilma vazou? Acredito que o vazamento não teve a participação do magistrado, mas o fato causou fissura irremediável à candidatura de Dilma Rousseff;
(b) por que o escândalo de Furnas, onde Aécio Neves foi citado pelo mesmo Youssef desde o ano passado, não pôde ser investigado e o rombo no Sindicato dos Bancários que foi presidido por Vaccari Neto há 10 anos pôde?
(c) por que só a família Vaccari foi conduzida, coercitivamente, de forma humilhante, à presença de Sérgio Moro apenas para depor, sem que houvesse algum indicativo de que se recusaria a fazê-lo, caso fosse oficialmente convocada? (d) por que só são libertados os optam “espontaneamente”, para a delação premiada?
Será mesmo que após todos esses anos vasculhando os porões por onde transitam preferencialmente aqueles que estão nas listas do HSBC e os sonegadores que detêm o poder sobre os meios de comunicação, assim como os que se elegem através das práticas criminosas comuns a todas as campanhas políticas desde sempre, o Juiz Sérgio Moro chegou à conclusão de que foi mesmo o PT o único responsável por tudo isso que está a acontecendo de errado e que tudo começou com o PT desde antes da chegada de Pedro Alvares Cabral?
Será que foi o PT mesmo que inventou o “mensalão”? Apesar de o “mensalão do PSDB” datar de 1998 e o do PT de 2005?
Será que foi o PT que institucionalizou a prática de suborno em 95% das licitações públicas em TODOS os Órgãos de TODAS as esferas públicas, apesar de haver depoimentos de que isso acontecia desde pelo menos o governo Fernando Henrique?
O Juiz moro parece estar a desempenhar uma tarefa de militante partidário e não de um órgão do Poder Judiciário. E não podemos esquecer que Rosangela Wolff Moro, esposa do juiz Sergio Moro, é hoje procuradora jurídica da Federação Nacional das APAES, já assessorou o ex-vice-governador do Paraná Flávio Arns, do PSDB. A esposa de Moro também participou de debate sobre certificação de entidades filantrópicas na Câmara Federal em maio de 2013. Flávio Arns construiu sua carreira política ligada a entidades filantrópicas beneficentes. Rosangela Moro pode não ser ligada ao PSDB, mas é ligada a um quadro importante do partido da socialdemocracia.
E o próprio Sérgio Moro tem proximidade, pelo menos indireta, com o maior partido da oposição. Nascido em Maringá, no norte do Paraná, Moro seria especialista na área de lavagem de dinheiro. Formado em direito pela Universidade Estadual de Maringá, seu primeiro serviço foi no escritório do Doutor Irivaldo Joaquim de Souza, o maior tributarista de Maringá. O Doutor Irivaldo foi advogado de Jairo Gianoto entre 1997 a 2000, ex-prefeito de Maringá pelo PSDB, condenado por gestão fraudulenta. Que conclusão pode-se tirar disso tudo? Bem, talvez o objetivo do Juiz Sérgio Moro não seja de fato condenar ninguém. Talvez, como alguém já escreveu, o objetivo seja apenas manter a questão na mídia e formar a convicção na opinião pública no sentido de que todos aqueles ligados ao governo do PT são corruptos e merecedores do linchamento proposto pelo procurador da Lava Jato Carlos Fernandes Santos Lima. Se for isso benvindos à barbárie!

domingo, 21 de junho de 2015

parlamentares trapalhões

Os parlamentares brasileiros que, gastando dinheiro público, foram à Venezuela apesar de não terem sido convidados pelo governo ou Parlamento Venezuelano poderiam ter causado um estrago enorme ao país.

O que foram fazer lá afinal? 

Bem, disseram que foram convidados por setores oposicionistas e representantes da sociedade civil organizada do país, onde estavam os anfitriões? 

O fato é que mesmo nesta condição, de convidados da oposição, obtiveram do governo brasileiro todo apoio para seu deslocamento e segurança, e foram prontamente atendidos. 

O fato é que ao chegarem a Caracas e desembarcar, foram recebidos e acompanhados pelo embaixador brasileiro e protegidos pela polícia venezuelana, e enfrentaram o tradicional tráfego intenso da cidade e protestos espontâneos de alguns cidadãos defensores do governo local.

Como a visita foi um fracasso criaram um factoide que mereceria ser denunciado, mas a imprensa parece ter comprado a versão improvável dos trapalhões parlamentares. Triste capitulo da Historia. 

E mais, os parlamentares trapalhões parecem ignorar que o conflito diplomático que essa palhaçada poderia ter criado pelo grupo liderado pelo senador Aécio Neves da Cunha poderia prejudicar a importância do comércio entre Brasil e a Venezuela, que só no passado rendeu R$ 14 bilhões ao Brasil.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

alma guerreira

“... o futuro dos poucos que têm coragem de lutar pela lei se tornará um verdadeiro martírio. O forte sentimento que eles têm de direito legal, que não deixa com que fujam do campo de batalha, torna-se uma maldição para eles. Deixados por todos que deveriam ter sido os seus aliados naturais, lutam sozinhos contra a falta de lei que tem aumentado em conseqüência da covardia universal. E, se após todos os seus sacrifícios, eles conseguem permanecer fiéis a si mesmos, eles ganham, em vez de gratidão, zombaria e desprezo.”  (Rudolph Von Hering, in A Luta pelo Direito, Hunter Books, São Paulo, 2012, p. 111)
A zombaria e o desprezo estão presentes na nossa vida, mas isso não pode nos afastar do JUSTO e da luta por uma sociedade democrática de fato, onde as relações generosas e assertivas, honestas e corajosas sejam a regra e a busca permanente pelo sucesso egoísta, individualista seja combatida, pois essa busca na verdade escraviza a alma e limita as infinitas possibilidades, 
E nesses tempos sombrios de inflexão perigosamente conservadora não podemos perder de vista quem fomos aos oito anos, afinal "aos oito anos todo menino é Guerreiro, aos 15 todo jovem é poeta, mas depois disso nem disso nem sempre somos alguma coisa" (Hildebrando Siqueira), temos de nos manter com alma de guerreiros.
Todas as dificuldades são passageiras e educadoras, quando olhamos a partir delas e não apenas para elas...

de tempos em tempos



Há 
de tempos em tempos
mar sem correntes
ausência de brisa
bússola em pane e 
becos sem saída

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A economia da desigualdade

A desigualdade é consequência da concentração do capital? É transmitida de geração a geração ou deriva das diferenças salariais, que por sua vez resultariam do jogo de oferta e demanda do mercado de trabalho? É possível reduzir a desigualdade de oportunidades com investimento em educação? O sistema tributário moderno é capaz de promover a redistribuição de renda ou é preciso uma grande reforma?
A economia da desigualdade demonstra que o antagonismo esquerda/direita do debate político não discorda necessariamente em suas noções de justiça social, mas sim nos mecanismos econômicos que produzem a desigualdade e em como minorá-la. 
Em edição atualizada, incluindo gráficos e tabelas, o livro é mais uma valiosa aula de Piketty sobre a natureza da distribuição de renda e o cenário econômico mundial.
“Dizer que Thomas Piketty é um economista francês e um best-seller global não lhe faz justiça. Ele é muito mais do que isso. É um fenômeno político, midiático e editorial surpreendente.”
EL PAÍS (fonte: http://www.outraspalavras.net/outroslivros/loja/a-economia-da-desigualdade/ )

quarta-feira, 3 de junho de 2015

“Ajuste fiscal”, vitória da oligarquia financeira


Abaixo uma posição interessante que, s.m.j., está em harmonia com a opinião do Dr. Roberto Amaral.


Belluzzo polemiza: principal decisão de Dilma-II não foi técnica; se mantida, pode arruinar governo e futuro do lulismo
Por Antonio Martins
Em 31 de dezembro, a Rede Brasil Atual publicou excelente entrevista em que o repórter Eduardo Maretti dialoga com o economista Luiz Gozaga Belluzzo, sobre o “ajuste fiscal” iniciado pelo governo Dilma. O texto repercutiu muito menos que merecia, por motivos previsíveis. A mídia conservadora procura apresentar o “ajuste fiscal” como uma necessidade técnica – portanto, um tema que não pode ser submetido ao debate político. Parte dos defensores de Dilma torce para o mesmo. Assusta-se com as medidas já anunciadas ou em estudos – mas prefere vê-las como um recuo temporário, uma pausa incômoda e inesperada, porém necessária para cumprir, mais adiante, o governo de “Mais Mudanças” prometido pela presidente na campanha à reeleição. Belluzzo desmonta ambas hipóteses: por isso, vale examinar seus argumentos com atenção. 
leia mais: http://outraspalavras.net/blog/2015/01/05/ajuste-fiscal-a-vitoria-da-oligarquia-financeira/

terça-feira, 2 de junho de 2015

Reforma financeira dispensaria o ajuste fiscal

Esse artigo está no site do Dr. Roberto Amaral e merece ser lido.

Reforma financeira dispensaria o ajuste fiscal

A redução da taxa de juros para níveis civilizados e a tributação dos dividendos reduziriam os efeitos perversos do financismo.


por: Ceci Juruá*
Em recente entrevista publicada em CARTA MAIOR, o professor Ladislau Dowbor reafirma o que pensam muitos e bons economistas brasileiros: o principal problema da economia brasileira situa-se no setor financeiro, e não nas finanças públicas.
Traduzindo, diríamos que os entraves ao crescimento, na atual conjuntura, decorrem de dívidas elevadas e de padrões desatualizados no crédito bancário, desatualizados porque orientados para a maximização das taxas de juros e das tarifas aplicadas a serviços financeiros. Além das empresas, as famílias e o Governo são particularmente atingidos por taxas bancárias extorsivas. No mês de abril calculava-se em aproximadamente R$ 4 trilhões os créditos direcionados a famílias e ao Governo (sendo R$ 1,5 trilhão para famílias e R$ 2,5 trilhões para o Governo), segundo as estatísticas do Banco Central compiladas pelo prof. Bergamini (www.ricardobergamini.com.br). Com as taxas de juros em vigor, pode-se estimar que esses atores – familias e Governo – pagam anualmente aos bancos um montante próximo ou maior do que R$ 500 bilhões. É muito dinheiro, mais do que o dobro do volume nacional alocado à Formação Bruta de Capital Fixo, em série anualizada. Se metade desse valor, os R$ 500 bilhões, fosse direcionada para o binômio poupança/investimento, sem dúvida poderíamos no mínimo dobrar a taxa de formação de capital fixo no curto espaço de dois anos. Deixaria igualmente de existir o problema fiscal, pois a moderação da taxa Selic, para níveis civilizados reduziria os juros pagos pelo Governo (que extrapolam atualmente os R$ 100 bilhões, mais do que 10% da receita corrente líquida anual).
leia mais: http://ramaral.org/?p=10785

Vidas que se cruzam

Nessa madrugada assisti esse filme. Gostei!
Mariana (Jennifer Lawrence) é uma adolescente de 16 anos, que vive com os pais. Ela descobre que sua mãe, Gina (Kim Basinger) está traindo o pai com Nick (Joaquim de Almeida), com quem encontra frequentemente em um trailer abandonado. Sylvia (Charlize Theron) trabalha em um restaurante e tem dificuldades em criar vínculos amorosos com alguém. Ela tem relações sexuais com diversos homens, mas jamais inicia um relacionamento mais íntimo. Há ainda Maria (Tessa Ia), uma garota cujo pai sofreu um grave acidente aéreo há pouco tempo.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Still Alice


Assisti com a Celinha e com o Mateus.
Um bom filme com uma excelente atuação da Julianne Moore.
Mateus classificou o filme como excelente... Não  concordo com ele. O filme a meu juízo é bom apenas.