segunda-feira, 18 de janeiro de 2010




"Quando a dor tem irmãos e a angústia, amigos
A alma nem sente inúmeros castigos."

(William Shakespeare)

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Programa Nacional de Direitos Humanos e a Psywar.

O Departamento de Defesa norte-americano define guerra psicológica (ou PSYWAR) como: "O uso planeado de propaganda ou outras acções psicológicas com o objectivo primário de influenciar as opiniões, emoções, atitudes e comportamento de grupos estrangeiros hostis, de forma a alcançar os objectivos da nação.". Os métodos da guerra psicológica são variados. Vão desde a distribuição de panfletos, encorajando a deserção (utilizado pelos EUA na Guerra do Golfo), até a existência de estações de rádio e TV de propaganda, com as emissões da Voz da América para os países do Bloco de Leste, durante a Guerra Fria; a mudança do do nome de cidades e outros locais depois da sua captura, caso do aeroporto de Bagdade (ex-aeroporto Saddam Hussein); uso da estratégia designada por "choque e espanto" (shock and awe); o terrorismo com o objetivo de instalar o medo, o que é uma forma de guerra psicológica), e manipular o discurso público através da chamada Grande mídia.


Em certa medida o barulho feito pelo conservadores, com respaldo da grande mídia e silêncio inexplicável das mídias alternativas, em relação ao Programa Nacional de Direitos Humanos aproxima-se de verdadeiro terrorismo psicológico. Por quê?

Porque o Programa Nacional de Direitos Humanos pode até ser qualificado de complexo, mas está longe, muito longe de trata-se de um “Decreto Golpista”, como escreveu Reinaldo Azevedo na VEJA.

Bem, o que propunha o Decreto original, dentre outras coisas era, por exemplo, através da “Diretriz 22” era garantir o direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Direitos Humanos, esse objetivo, considerado estratégico, e significa promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunicação e o cumprimento de seu papel na promoção da cultura em Direitos Humanos, seria atingido através de leis, ou seja, através do debate democrático no Congresso Nacional e junto à sociedade civil, e propunha (propor é verbo transitivo direito e significa “Pôr ante alguém para que seja examinado”): a)Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas, sendo responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Ministério da Cultura; b)Promover diálogo com o Ministério Público para proposição de ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos, sendo como responsáveis: Ministério da Justiça; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; c)Suspender patrocínio e publicidade oficial em meios que veiculam programações atentatórias aos Direitos Humanos. Sendo os responsáveis o Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e o Ministério da Justiça; d) Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações, sendo responsáveis o Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República; Ministério da Cultura e o Ministério da Justiça. f) Avançar na regularização das rádios comunitárias e promover incentivos para que se afirmem como instrumentos permanentes de diálogo com as comunidades locais, sendo responsáveis o Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Cultura e o Ministério da Justiça.

O que há de golpista nessas propostas, por exemplo? Creio que nada, vez que tratam-se de propostas, mas os setores conservadores e a mídia atrasada vem descendo a lenha, opinando ao invés de informar. O que é isso senão uma forma de terrorismo.

Mas temos de “levar na esportiva”, como dizia meu avô Pedro, afinal ignorância é ventura e esses conservadores, filhotes da ditadura tem de dizer que é tudo "culpa do Lula". Um blog muito divertido (http://classemediawayoflife.blogspot.com/) nos esclarece que criticar tudo que o governo Lula faz ou deixa de fazer “é um expediente médio-classista que caracteriza qualquer coisa que possa dar errado no Brasil”. Seria, segundo o blog um híbrido de "transferência de responsabilidades" com "senso de posição social", dois conceitos interligados que compõem a filosofia de vida da classe média (leia: conservadores e alienados, aqueles que acham que tudo nos EUA é melhor).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sobre o amor e o encantamento




Por amá-la tanto e cada vez mais
busco o elo, a chave
o mapa do seu coração
não há vida
não há ar
não há nada
sem um sorriso seu...


Seu sorriso é o meu céu
sempre foi assim
num azul só seu
As nuvens do encantamento vem e vão
mas o azul, como o amor, não
ele é perene
definitivo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O sucesso do governo Lula segundo os tucanos.



Tenho grande respeito pelo intelectual Luiz Carlos Bresser Pereira, divergências ideológicas talvez, mas um grande respeito por alguém que escreve e publica regularmente idéias sob a forma de artigos, ensaios e os disponibiliza generosamente em seu site.
O professor Bresser Pereira recentemente argumentou que o aumento da taxa média de crescimento da economia brasileira de 3% para 5% do PIB a partir do terceiro ano do governo Lula deveu-se, em um primeiro momento, ao fortalecimento da demanda externa impulsionada por uma taxa de câmbio competitiva e pelo aumento do preço das commodities e, em um segundo momento, pelo crescimento da demanda interna provocado pelo aumento do salário mínimo, pelo Bolsa Família e pelo crédito consignado.
O professor André Singer num artigo publicado nos Novos Estudos Cebrap de novembro de 2009 cujo titulo é "Raízes ideológicas e sociais do lulismo", teria tido a felicidade, segundo palavras do Professor Bresser Pereira completado a análise, argumentando que da eleição de 2002 para a de 2006, vencidas por Lula teria havido uma mudança das suas bases de apoio.
Segundo André Singer o Governo Lula adotou uma política econômica ortodoxa e em razão da crise do mensalão, perdeu parte substancial do apoio da classe média intelectualizada e de esquerda, mas, em compensação, ganhou o apoio dos setores de baixa e, principalmente, de baixíssima renda.
Os novos apoios de Lula emergem de um imenso eleitorado formado pelas famílias que recebem menos de dois salários mínimos e que constituem quase 47% da população brasileira.
Nos primeiros quatro anos de governo, Lula logrou o apoio dessa massa popular, em primeiro lugar graças ao aumento do salário mínimo, ao Bolsa Família e ao crédito consignado a renda dessas famílias aumentou, sendo certo que significativa parcela dessas famílias teriam ascendido à condição de classe C ou de "classe média".
Mas o interessante é a análise feita pelo Professor Bresser Pereira o qual afirma que as famílias que recebem menos de dois salários mínimos são historicamente caracterizadas pelo "conservadorismo popular", tanto que elegeram Collor e FHC, pois ela, segundo o Professor Bresser Pereira, identifica a direita, com a "ordem", no caso representada pela estabilidade de preços, etc., por isso teria votado em candidatos mais conservadores nas eleições anteriores.
Mas essa significativa massa, 47% da população percebeu que Lula faz um governo no qual ela pode confiar, que é fiscalmente responsável e se mostrara capaz de manter a estabilidade de preços, além de haver estabelecido um caráter social e políticas de transferência de renda extremamente importantes para ela, tanto que mudou o seu apoio para ele já em 2006. Por esse raciocínio do Tucano Bresser Pereira podemos concluir que Dilma, comunicando-se adequadamente com a essa parcela da população torna-se uma candidata viável e fortíssima.
Lula é carismático, fala diretamente ao coração povo, e com trabalho e resultados que nem mesmo a oposição pode responsavelmente negar ganhou apoios de parcelas significativas, não apenas porque as favoreceu em termos concretos, mas também porque o fez com responsabilidade fiscal e não deixou que a inflação retornasse.
O governo Lula rompeu com o populismo fiscal irresponsável, que era o temor de tantos e constrói políticas sociais com grande responsabilidade e ao remeter projetos de lei ao Congresso Nacional busca pela via democrática, transformá-las em Políticas Públicas de Estado e não desse ou daquele governo.
O professor Bresser Pereira afirma que as decisões do Presidente Lula representam um ato de coragem, acrescento que foi decisão de um grande estadista, decisão do Presidente do Brasil e não do Presidente de Honra do Partido dos Trabalhadores, pois como me ensinou o ex-Prefeito Jacó Bittar: o chefe do executivo não pode transformar a administração pública em trincheira ideológica, esse é o papel dos partidos e, até certo ponto, do parlamento, onde todos os debates são democraticamente necessários.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Sobre a familia

Acabei de chegar de um almoço de família na casa de uma das minhas irmãs, tenho quatro lindas irmãs a quem amo profundamente, assim como seus maridos e filhos.

Minhas irmãs são e serão sempre amadas, muito amadas, temos em comum nossas infâncias, eternas infâncias de lembranças infinitas e soubemos construir nossas vidas com independência, mas sem egoísmo ou individualismo, com afeto, amizade, respeito e generosidade.
Vê-las relembrando e contando histórias, nossas histórias, e sorrindo ao lado de minha esposa é algo muito rico. Compartilhar com meus cunhados esses momentos de afeto gratuito tem um grande significado e me dá força e certeza de que essa caminhada vale a pena. Meus filhos e sobrinhos igualmente pessoas boas, ao nosso lado verbalizam com todo vigor da juventude preocupações, e tem discursos e atitudes corretas e enchem nossos corações de alegria e certeza de que disciplina e amor foram uma boa formula na educação deles (e tanto aprendemos com eles também...).
Esse momento, que teve inicio na ceia de natal e seguiu iluminando nossos corações até o almoço de “1º. do ano”, com nossos pais, tios e avôs presentes no mínimo em nossas lembranças nos remete a I Coríntios 13:4 e 7 e temos de dizer que “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”.
Acredito que a família representa algo de sagrado na vida de cada um de nós e da própria sociedade, afinal é na unidade familiar que “..., revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição”, conforme Colossenses 3:14, e acredito também que é principio indispensável, para a manutenção de uma família e de uma sociedade justa e generosa o exercício da virtude da bondade, pois em Efésios 4:32 há uma sábia orientação: “Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”.
É verdade que nas relações todas, inclusive nas relações familiares, há problemas e nascem mágoas e questões ficam pendentes, ai a solução é a seguinte: perdoar.
E em São Mateus, 18:21 e 22, encontramos a seguinte passagem “Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.”.