segunda-feira, 15 de novembro de 2010

À imprensa cabe informar, com ou sem paixão, a verdade.

Assisti a entrevista do comandante Zé Dirceu no programa RODA VIVA da TV Cultura faz algumas semanas. Posso estar enganado, mas vi o ex-ministro da Casa Civil, ex-Deputado Federal, representante da geração de 1968, ser desrespeitado por alguns dos presentes e no melhor estilo inquisição espanhola e penso que ele deveria ter sido tratado com mais respeito pelos jornalistas.

Apenas para registrar a inquisição, era uma corte religiosa, era operada por autoridades da igreja, porém se uma pessoa fosse considerada herege, a punição era entregue às autoridades seculares, pois "a igreja não derramava sangue", uma hipocrisia brutal. A inquisição usava com frequencia a (i) tortura como modo de penitência e as punições variavam: da mais comum (quase 80% dos casos), que era a vergonha pública (obrigar o uso do sambenito, uma roupa de penitente, usar máscaras de metal com formas de burro, usar mordaças) até (ii) ser queimado em praça pública, quando o crime era mais grave. Havia também a morte pelo garrote (estrangulamento) que era usada para os arrependidos.

Por que a “entrevista” pareceu com a inquisição?

Ora, porque as punições da inquisição eram feitas em cerimônias públicas, chamadas autos-de-fé, que aconteciam uma vez por ano na maioria dos casos. Algumas pessoas acusavam outras por vingança, ou para obter recompensas da Coroa e alguns dos entrevistadores, especialmente o jornalista “vejaniano” Augusto Nunes, portaram-se como inquisitores e o programa foi verdadeiro auto-de-fé.

Zé Dirceu foi imolado politicamente por um congresso que estava pressionado pela opinião pública, teve seus direitos políticos suspensos por oito anos, mas não foi julgado, não foi condenado por nenhum órgão do Poder Judiciário, por isso – e isso não e pouco.

À imprensa cabe informar a sociedade, com ou sem paixão, a verdade e não apenas a versão que se lhe apresenta mais adequada aos interesses “desta ou daquela” companhia.

Edu Lobo

Edu Lobo é, na minha opinião, ao lado de Chico o maior compositor brasileiro. Sofisticado e popular. Perfeito.

http://www.edulobo.com.br/site_eng/site.html

As melhores coisas do mundo.


O filme é muito bom, surpreendemente bom. Ele traz a história de Mano, um jovem de 15 anos que, ao viver uma experiência em sua família, descobre que se tornar adulto não é tão fácil como parece.

E em meio a tantas dúvidas a respeito de relacionamentos, primeiro sexo e popularidade na escola, Mano terá que tirar as suas próprias conclusões sobre essa sua nova fase de vida.

sábado, 13 de novembro de 2010

“Capitalism: A Love Story” e o apoio de Marina a Dilma

Assisti duas vezes essa semana o documentário Capitalism: A Love Story do diretor Michel Moore. Por que duas vezes? Porque o documentário, que se propõe a discutir as razões para colapso do sistema financeiro capitalista mundial, a partir dos EUA, responde a muitas perguntas, de forma pertinente.

Penso que todos aqueles que defendem como desnecessária a regulação da economia pelo Estado deveriam assistir pelo menos umas dez vezes.

O documentario trata da política fiscal da administração Reagan (1981/89) e seus efeitos de médio e longo prazo e deixa claro que não apenas o sistema financeiro ganha, e muito, com a falta de regulação do Estado, mas a população perde muito.

A falta de regulação do Estado foi, segundo Michel Moore, o que possibilitou que as operações do sistema financeiro se tornassem muito complexas (derivativos, subprime, etc) e foi ela que deu carta branca para as grandes corporações, especialmente os bancos, lucrarem à custa do interesse público e da boa-fé o povo americano.

O documentário revela que todos aqueles que defendem o “Estado mínimo” e “marcos regulatórios simples e flexiveis” estão na realidade defendendo interesses corporativos os quais colidem com qualquer projeto de desenvolvimento econômico e humano com caracteristicas de sustentabilidade.

Depois de assistir o documentário tive certeza do apoio de Marina a Dilma nesse segundo turno das eleições presidenciais no Brasil.

Por que? Porque Marina não é cooptável, sabe que o governo Lula avançou muito em muitas áreas e que ela e o novo PV que haverá de surgir depois das eleições somente terão voz e vez com a vitória de Dilma e não com a vitória de Serra.

Por isso, e muito mais, ela não se deixará seduzir pelos neo-ecologistas do DEM e do PSDB que tanto a criticaram quando era ministra e também porque a distância entre a visão de mundo e as práticas de Marina são imensas quando as comparamos à UDN nacional que Serra representa sem constrangimento.

Há outros aspectos. Em 19 de agosto de 2009, por exemplo, quando Marina Silva anunciou sua desfiliação do PT fez questão de afirmar “…não se trata de desconstruir os frutos colhidos durante tantos anos com tantos trabalhos nas searas que plantamos dentro do Partido dos Trabalhadores…”, ou seja, não negou sua história, nem os avanços significativos do governo do qual ela foi uma das protagonistas.

Mas alguns dirão, dentre outras coisas, que Marina e Dilma são inimigas, que brigaram, etc e tal. Não penso assim, pois são duas grandes mulheres, duas grandes brasileiras que defendem suas posições com firmeza, e isso é positivo.

Bem, conheci Marina Silva em Brasilia em 2002 no inicio da cerimônia de filiação do então Senador Roberto Saturnino que naquele momento deixava PSB e filiava-se ao PT (por discordar da candidatura de Antony Garotinho à Presidência da República pelo PSB).

Como Marina estava, se não me engano, na apresentação do documentário de Lucélia Santos chamado “Timor Leste – O massacre que o mundo não viu” que aconteceu próprio Senado ela surgiu apressadamente para o inicio da cerimônia com um lindo e iluminado sorriso no rosto, transbordando generosidade. Ela recebeu como cumprimento um sorriso especialmente carinhoso do então candidato Lula, o qual estava sentado ao lado do seu futuro vice-presidente José Alencar e do Senador Roberto Saturnino.

Quem nos apresentou foi o então Deputado Luciano Zica, hoje no PV, conversamos um pouco, mas posso dizer que alguém com a luz interior de Marina não será capaz de negar sua propria história e alinhar-se àqueles que, como no documentario de Michel Moore, pretendem destruir o Estado e as conquistas da sociedade.

Sendo assim o conflito pretérito entre as ex-ministras Marina e Dilma não é impedimento substancial, até porque ele teve natureza de forma e não de mérito.

Tanto isso é verdade que a própria, que Marina Silva participou do atual governo por seis anos e meio, ao sair do governo e do PT não fez criticas substanciais nem ao governo em ao PT, e afirmou que sua decisão “… trata-se tão somente da disposiçao de, junto com outros homens e mulheres semear em outras searas.”

E como o também ex-Ministro Gilberto Gil escreveu lindamente: “(…) o amor da gente é como um grão /Uma semente de ilusão / Tem que morrer pra germinar/ Plantar n’algum lugar / Ressuscitar no chão nossa semeadura / Quem poderá fazer, aquele amor morrer/ Nossa caminha dura / Dura caminhada, pela estrada escura/ (…)”.


http://www.cartacapital.com.br/politica/%E2%80%9Ccapitalism-a-love-story%E2%80%9D-e-o-apoio-de-marina-a-dilma

Os orangotandos em Londres.

Poucos dias são tão longos
e as imagens,
as lembranças e jogos,
os caminhos seguros,
são como uma turma de orangotangos
passeando de ônibus em Londres:
improváveis...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Qual legado professor??

Deus nos deu dois ouvidos e uma boca, certo? É sinal de que devemos ouvir mais e falar menos?

Mas o Professor Bolivar Lamounier, sabidamente tucano, parece não acreditar na sabedoria popular e por isso perdeu a oportunidade de ficar calado e afirmou ao jornal “Valor” recentemente que o Presidente Lula “... se dedicou a ‘demonizar’ a gestão de Fernando Henrique Cardoso e que o PSDB não soube defender seu legado”.

Caro Professor Bolivar Lamounier, com todo respeito, não há o que ser defendido o Presidente Fernando Henrique foi um dos piores presidentes da história do Brasil e apesar dos mitos criados em torno dele a verdade é valor que triunfa.

Ademais o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ganhou “de presente” da sorte a presidência da republica, pois ela (a sorte) mais uma vez sorriu para ele (a primeira vez foi quando mesmo perdendo a eleição herdou a vaga no Senado de Franco Montoro que em 1982 foi eleito para o governo de São Paulo).

Não é demais lembrar que Fernando Henrique Cardoso tem contra si a suspeita lançada pelo Jornalista Sebastião Nery o qual afirma que FHC teria sido cooptado pela CIA e que tornou-se, financiado pela agência de informação dos EUA, um “propagandista” do american way of life, nem é sem propósito registrarmos mais uma vez que, através de artigo denominado “Carta Aberta a Fernando Henrique Cardoso” de Theotônio Costa afirma que FHC foi um fracasso como presidente em todas as áreas.

FHC e setores da midia, sempre muito simpaticos a ele (com afirma Brigitte Hersant Leoni no livro “Fernando Henrque Cardoso – O Brasil do Possível”, ed. Nova Fronteira, 1994) criaram mitos em torno dos chamados êxitos do governo tucano,os quais na verdade apenas escondem a verdade de que as premissas teóricas em que baseou a ação política eram equivocadas e contrárias aos interesses nacionais, tanto da população mais carente, quanto aos interesses do setor produtivo.

O propalado êxito econômico do governo FHC é uma falácia porque os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, todas as economias do mundo apresentaram uma queda da inflação para menos de 10%, ou seja, foi uma orientação mundial e não um fenômeno que ocorreu apenas no Brasil.

Assim como também é mentira que a política econômica de FHC teria assegurado a transformação do real numa moeda forte, pois em 1994 o real começou valendo R$ 0,85 por dólar e manteve um valor falso até 1998, mas quando foi flexibilizado o câmbio chegou rapidamente a R$ 4,00 por dólar, muito antes da chamada “ameaça petista”, pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. Professor Lamounier como uma moeda que se desvaloriza 4 vezes em 8 anos por ser considerada uma moeda forte?

Professor Lamounier o plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair a inflação em todos os países do mundo inteiro. Mas no Governo do seu correligionário a inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo.

Fernando Henrique multiplicou por 15 vezes a divida pública em oito anos. Exatamente, FHC e sua horda elevaram a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois. Isso é um caso de absoluta irresponsabilidade fiscal, talvez um recorde mundial de irresponsabilidade. E sendo isso é verdade seria essa a causa de o pessoal do PSDB preferir o ex-presidente longe de palanques e vinhetas eleitorais? Penso que sim. É um legado de patrimônio negativo esse de FHC.

O governo FHC foi um “fracasso econômico rotundo” e que a verdadeira ameaça ao Brasil, o verdadeiro caos foi FHC e é a política econômica fracassada defendida pelos tucanos, dentre eles o candidato José Serra.

PARABÉNS À OAB DE PERNAMBUCO!!

A Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE) protocolou ontem no Ministério Público Federal de São Paulo pedido de abertura de ação penal contra uma estudante de direito paulista por supostos crimes de racismo e incitação à prática de homicídio na internet.

Parabéns à OAB de Pernambuco e aos seus dirigentes, com quem me solidarizo e a quem apoio integralmente.

Por que? Porque o que aconteceu é surreal e uma vergonha para o sul e sudeste do Brasil. Após a eleição, a universitária teria escrito mensagens agressivas contra os nordestinos nas redes sociais Twitter e no Facebook, responsabilizando-os pela vitória da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), o que é além de tudo uma desinformação pois a futura Presidente Dilma Rousseff venceu também nas regiões Sul e Sudeste. Dilma teve nessas regiões 300 mil votos a mais que o candidato derrotado.

O conteúdo é uma vergonha para todo brasileiro, especialmente para nós das carreiras jurídicas. "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!", teria escrito ela no Twitter. No Facebook, a jovem teria afirmado: "Dêem direito de voto para nordestinos e afundem o país de quem trabalhava para sustentar os vagabundos que fazem filho para ganhar o Bolsa 171".

Às mensagens polêmicas seguiram-se mensagens de críticas e até também mensagens de concordância e apoio (o que exige reflexão de pais, educadores e dos setores ligados à comunicação social e à cultura).

Apesar de a estudante haver cancelado seu perfil nas redes sociais de relacionamento a OAB-PE conseguiu cópias das páginas com os textos e identificou a autora e com as informações, ofereceu a notícia-crime ao Ministério Público Federal. Parabéns mais uma vez à OAB de Pernambuco e aos seus dirigentes!

Estamos diante do crime de racismo, que é imprescritível e inafiançável, e tem pena prevista que varia de dois anos a cinco anos de reclusão. Racismo? Poderão questionar os leitores, mas temos que o crime de racismo não se restringe a ofensas associadas somente à cor da pele ou à etnia, mas ao segregar ou diminuir uma região, no caso o nordeste, também pode ser considerado racismo.

Não sei qual a verdadeira intenção da jovem, mas com certeza, poucos são os seres humanos que não desejam viver num mundo mais justo que o atual, penso que do pior criminoso ao mais honesto dos homens, feita esta pergunta, teríamos indiscutivelmente uma resposta em sentido afirmativo quase que unânime. Me parece que a jovem não deseja um mundo mais justo que o atual, parece desejar o mundo imaginado por Hitler.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A PRESIDENTE É MINEIRA, TCHÊ!

Como em 2002, quando a esperança venceu o medo, agora a verdade venceu a mentira e a Mineira Dilma Rousseff, que escolheu o Rio Grande do Sul para recomeçar a sua vida depois de sua luta heróica contra a ditadura militar, venceu as eleições.

Dilma é a 40ª. Presidente do Brasil, a primeira mulher eleita para a Presidência da República no Brasil e a 11ª. da America do Sul, ela foi eleita embalada no prestigio do Presidente Lula, e pela vontade popular que reconheceu nela alguém capaz de dar continuidade e aprofundar as Políticas Sociais em curso dando a elas caráter de Política de Estado com responsabilidade fiscal, social, política e, fundamentalmente com respeito à Democracia, essa a maior conquista da sociedade brasileira.

E ouvi-la ontem agradecendo ao povo brasileiro pela alegria da vitória e estendendo a mão à oposição foi um momento rico em revelações do acerto do voto da maioria da população brasileira.

Dilma falou em igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, reafirmou a necessidade de valorização da democracia em “toda sua dimensão”, com destaque à paz social, à liberdade de imprensa, à liberdade religiosa, ao respeito à Constituição Federal, combate à fome, luta pela inclusão social, através da erradicação da miséria e pediu ajuda de todos os partidos para que a reforma política valorize os valores republicanos.

E deu um recado “não haverá compromisso com o erro, o desvio e o mau feito”, avisou que será rígida com o interesse público.

A nossa Mineira Presidente afirmou que fará todos os esforços no sentido de melhorar os gastos públicos, pois o povo não aceita a inflação como solução irresponsável para solução da economia.

Afirmou corretamente que o povo não aceita gastos irresponsáveis, mas alertou que os programas sociais e os investimentos seguirão em busca de desenvolvimento econômico e social, com respeito ao meio ambiente, por exemplo.

E Dilma sabe como: através das políticas sociais, através da geração de riqueza.

Penso que as políticas sociais de transferência de renda, segurança alimentar, combate à pobreza e a ampliação de canais de participação popular, ao lado de uma política de necessário investimento do Estado em obras de infra-estrutura e no setor produtivo foram marcas do governo Lula e seu legado ao governo Dilma, tudo com responsabilidade fiscal e social.

Acredito como o Professor Theotônio Costa , que o “plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro.” e que no governo FHC “A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo...” um tempo em que o real foi uma moeda aviltada e a população iludida criminosamente, um período e que se mantinha artificialmente valorizado o real para depois desvalorizá-lo violentamente, por isso também a responsabilidade da futura Presidente é enorme, afinal o Governo Lula manteve com genuína responsabilidade a estabilidade econômica e o fez com inegável responsabilidade fiscal e com um viés que encantou o mundo: a responsabilidade social.

A futura Presidente participou de um governo que reverteu uma situação caótica herdada do governo FHC, ela começará seu trabalho com reservas cambiais e com o chamado risco Brasil em condições fantásticas.

O setor exportador brasileiro, mesmo com a espetacular desvalorização do real não conseguia recursos em dólar para pagar a dívida, por quê? Porque FHC e o pessoal da neo-UDN, aliado à sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, ligava nossas exportações a uma economia decadente, e 2008 mostrou isso ao mundo.

Lula retomou a promoção de uma política industrial de Estado, na qual o setor produtivo passou a saber que há políticas públicas confiáveis de apoio e orientadora das nossas exportações.

O Estado voltou a realizar investimentos em obras de infra-estatura, geradora de trabalho, emprego e renda, o Governo Lula fez isso mesmo sem poder contar com os enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras pelo governo anterior, valor que teria sido usado para “diminuir” uma dívida pública que nos anos FHC inexplicavelmente saiu de 60 bilhões para 850 bilhões de dólares . Muito triste lembrança aquele tempo em que os neo-liberais e os neo-udenistas, disfarçados de social-democratas e de democratas, davam as cartas.

Dilma falou também na necessidade de qualificar o desenvolvimento econômico e que isso envolverá trabalhadores e empresários, exatamente como prevê a constituição federal , declarou que lutara pelo fim da guerra cambial que ocorre no mundo e que investimentos e investidores são bem-vindos, mas que o Brasil continuará atuando fortemente nos fóruns internacionais para que o capital seja uma força verdadeiramente do bem e responsável e não de poucos.

Estou otimista,pois conheço a sabedoria das mulheres na condução justa e generosa de suas famílias e penso que num Brasil de irmãos era o momento de uma mulher nos trazer a visão sua visão de mundo.