sábado, 28 de novembro de 2009

Bons de conversa e de confusão.


Os Americanos são bons de conversa e de confusão.  Para compensar suas trapalhadas reescrevem a história através de bons filmes, transformando suas derrotas e vergonhas em eventos gloriosos, mas o fato é que os Estados Unidos são um problema para si e para o mundo.
Os EUA perderam todas as guerras travadas desde a II Guerra Mundial, mesmo assim a percepção dos desatentos é que trata-se de um país de heróis e de bravos. Aliás, até Pearl Harbor o que os EUA faziam de fato era ganhar dinheiro com a Guerra... Fabricavam exportavam de tudo.
E depois da II Grande Guerra perderam a Guerra da Coréia, levaram uma surra no Vietnã, fracassaram na Guerra do Golfo, não atingiram os objetivos relacionados à invasão do Afeganistão em 2001, foram ridicularizados ao invadir o Iraque em 2003. E não se podemos esquecer ainda de outras intervenções norte-americanas das quais também saíram derrotadas dos campos de batalha: os Estados Unidos tentaram derrubar o governo castrista em Cuba em 1961, foram expulsos a “bambuzadas”, foram expulsos do Chipre em 1974 pela Turquia, expulsos do Irã em ocasião da Revolução Islâmica de 1979, foram expulsos do Líbano durante a Guerra Civil em 1983 e expulsos da Somália durante a Guerra Civil em 1993.
No campo macroeconômico os EUA e o seu irresponsável mercado sem regulação praticamente quebraram o mundo duas vezes.
Durante a I Guerra Mundial, a economia norte-americana estava em pleno desenvolvimento. As indústrias dos EUA produziam e exportavam em grandes quantidades, principalmente, para os países europeus. Ou seja: ganharam dinheiro com a Guerra. E após guerra o quadro não mudou, pois os países europeus estavam voltados para a reconstrução das indústrias e cidades, necessitando manter suas importações, principalmente dos EUA.
A situação começou a mudar no final da década de 1920. Reconstruídas, as nações européias diminuíram drasticamente a importação de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos. Ou seja, não havia planejamento estratégico do Estado.
Com a diminuição das exportações para a Europa, as indústrias norte-americanas começaram a aumentar os estoques de produtos, pois já não conseguiam mais vender como antes. Grande parte destas empresas possuía ações na Bolsa de Valores de Nova York e milhões de norte-americanos tinham investimentos nestas ações.

Em outubro de 1929, percebendo a desvalorizando das ações de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas ações. O efeito foi devastador, pois as ações se desvalorizaram fortemente em poucos dias. Pessoas muito ricas passaram, da noite para o dia, para a classe pobre. O número de falências de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.
A crise, também conhecida como “A Grande Depressão”, foi a maior de toda a história dos Estados Unidos. Como nesta época, diversos países do mundo mantinham relações comerciais com os EUA, a crise acabou se espalhando por quase todos os continentes.
A crise de 1929 afetou também o Brasil. Os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram.
A solução para a crise surgiu apenas no ano de 1933. No governo de Franklin Delano Roosevelt, foi colocado em prática o plano conhecido como New Deal. De acordo com o plano econômico, o governo norte-americano passou a controlar os preços e a produção das indústrias e das fazendas. Com isto, o governo conseguiu controlar a inflação e evitar a formação de estoques. Fez parte do plano também o grande investimento em obras públicas (estradas, aeroportos, ferrovias, energia elétrica etc.), conseguindo diminuir significativamente o desemprego. O programa foi tão bem sucedido que no começo da década de 1940 a economia norte-americana já estava funcionando normalmente. Ou seja, foi o Estado, o dinheiro público e políticas públicas que salvaram os yanques e não o “deus-mercado”.

A falta de regulação de economia dos EUA causou uma crise de proporções jamais vistas, mas acabou sendo significativa para mostrar a importância do Estado como planejador, mediante o desenvolvimento de políticas de racionalização e controle dos mercados, visando a expansão da economia e a não ocorrência de uma nova crise e o planejamento de setores estratégicos.
E a crise de 2008 tem a mesma causa: falta de regulação do Estado. Ou, noutras palavras, uma crise financeira internacional que tem suas raízes na "bolha da Internet" de 2001 e que se precipitou com a falência do tradicional banco de investimento estadunidense Lehman Brothers, fundado em 1850, seguida no espaço de poucos dias pela falência técnica da maior empresa seguradora dos Estados Unidos da América, a American International Group (AIG). O governo norte-americano, que se recusara a oferecer garantias para que o banco inglês Barclays adquirisse o controle do cambaleante Lehman Brothers, alarmado com o efeito sistêmico que a falência dessa tradicional e poderosa instituição financeira - abandonada às "soluções de mercado" - provocou de forma nos mercados financeiros mundiais, resolveu, em vinte e quatro horas, injetar oitenta e cinco bilhões de dólares de dinheiro público na AIG, para salvar suas operações. Em poucas semanas, a crise norte-americana atravessou o Atlântico: a Islândia estatizou o segundo maior banco do país.
As mais importantes instituições financeiras do mundo, Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos; Northern Rock, no Reino Unido; Swiss Re e UBS, na Suíça; Société Générale, na França declararam ter tido perdas colossais em seus balanços, o que agravou ainda mais o clima de desconfiança, que se generalizou. No Brasil, as empresas Sadia, Aracruz Celulose e Votorantim anunciaram perdas bilionárias.
Para evitar colapso, o governo norte-americano reestatizou as agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, privatizadas em 1968, que agora ficarão sob o controle do governo por tempo indeterminado.
Em outubro de 2008, a Alemanha, a França, a Áustria, os Países Baixos e a Itália anunciaram pacotes que somam 1,17 trilhão de euros (US$ 1,58 trilhão) em ajuda ao seus sistemas financeiros. O PIB da Zona do Euro teve uma queda de 1,5% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, a maior contração da história da economia da zona. Ou seja, mais uma vez o Estado salvou o mercado de sua absoluta incapacidade de regular-se.
Poderiamos ainda falar da má vontade deles com a questão ambiental, com promessas não cumpridas por OBAMA, mas fica para depois. Vamos pensar se os yanques, que são um povo bom, podem ser também bons lideres de um mundo que precisa urgentemente de regulação e politicas de desenvolvimento sustentado, além de soluções não belicas para conflitos....

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