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o necessário combate à verdadeira corrupção

Há em curso um movimento de combate à corrupção. O combate à corrupção vem sendo apresentado pela mídia e pela oposição como sendo a principal ou única agenda nacional, em torno da qual o Governo Federal deveria e seria obrigado a mover-se, quase que exclusivamente. Será que é isso mesmo? Será que o combate à corrupção é a principal ação dos governos? Mas e o combate á miséria? O permanente combate à inflação? Os cuidados com a política macroeconômica? Os necessários investimentos em infra-estrutura? E as políticas públicas no campo da educação, da saúde e da cultura? Penso que o combate à corrupção é necessário, mas não é uma agenda propriamente dita, não se deve suspender os programas e projetos de Estado ou de governo por conta disso, pois ele deve estar contido nas ações cidadãs, nas ações de Estado e de todas as estruturas e instituições publicas e privadas do país, por outro lado como afirmou Walter Pomar, dirigente nacional do PT, a uma revista recentemente a nossa postura ...

Os senhores da verdade, não conhecem e não praticam o compartilhar, nem a importância das alianças táticas ou das alianças estratégicas

Esse é o último artigo que escrevo sobre esse assunto. Por quê? Porque, um dos meus filhos, todos eles muito mais lúcidos que eu, ponderou o seguinte: “ Acho que a sua defesa pública a Demétrio um exagero. (...) o que esse homem fez por você? Por mais que exista uma afinidade, empatia com ele, defender um homem que responde a um processo na justiça no maior escândalo político da cidade de campinas é um exagero. Defender um homem pelo qual você se desgasta publicamente passa por atritos gratuitos é um exagero. Defender um homem que você trouxe para dentro da sua casa e que não foi nem capaz de te convidar para a posse dele é um exagero. Defender um homem pelo qual você viajou para a Europa para defender, orientar, ajudar, e depois ser dispensado pelo partido dele, é um exagero. Pai, (...) só quero seu melhor e que isso te ajude e ver além da sua convicção política.” Vamos lá. O prefeito Demétrio Vilagra foi afastado pela segunda vez em menos de dois meses. Logo após o prime...

Convalidação de atos administrativos

O Princípio da Legalidade é o princípio capital para configuração do regime jurídico administrativo, enquanto o Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o interesse privado é da essência de qualquer Estado, de qualquer sociedade juridicamente organizada com fins políticos. E por não ter observado esse conceito e um Decreto Municipal o jovem ex-Diretor de Cultura de Campinas Gabriel Rapassi foi sumariamente exonerado e a autorização por ele expedida para que o circo Le Cirque apresentasse seus espetáculos na “Praça Arautos da Paz” invalidada pelo Secretário de Cultura Bruno Ribeiro. Penso que a exoneração foi acertada, mas a invalidação da autorização foi um erro. Em razão disso (i) a companhia circense acabou notificada a desocupar a praça, mesmo já estando lá instalada e em vias de dar iniciam aos espetáculos, (ii) a cidade ficou sem essa possibilidade de entretenimento e (iii) o dono do Circo, provavelmente patrocinado por interesses nada republicanos ou democráticos, p...

crise e desenvolvimento

Ao contrário do que se imaginou a grande crise do capitalismo iniciada em 2007/2008 continua pautando a econômica, as finanças públicas e privadas, com reflexos na esfera social e política do mundo todo. A questão é: o que fazer? Antes de tentar responder a questão vamos recuperar um pouco os fatos. A falência do banco de investimentos Lehman Brothers é o símbolo do fracasso desse sistema econômico e a partir dele teve inicio uma quebradeira geral, cujo ápice foi em 2009. Faliram grandes bancos, seguradoras e, também, grandes empresas do setor produtivo por conta das operações especulativas da moda, os derivativos. Tudo decorrente da regra-mor do neoliberalismo: a tal desregulamentação e liberalização dos mercados. De lá para cá os governos dos Estados do centro capitalista optaram por injetar trilhões de dólares de dinheiro público para socorrer e salvar grandes monopólios e o sistema financeiro privado. Isso é ético? Creio que não, mas falemos desse viés depois... Esse é o, a cri...

aprendendo com a história...

O Deputado Federal Osmar Junior do PCdoB do Piauí, que é líder da bancada comunista na Câmara dos Deputados, escreveu um artigo interessante sobre a reforma política. Esse artigo foi publicado na revista PRINCIPIOS e na conclusão ele afirma que “A ação partidária está sempre sujeita a contingências que determinam a necessidade de alianças para atingir objetivos de cada força política. (...). A História tem nos ensinado que todos os movimentos vitoriosos resultaram sempre de uma coalizão de forças políticas.”. A conclusão do Deputado me levou a refletir sobre as “certezas” que alguns grupos políticos têm, certezas que obstam instrumentos e práticas de entendimento, certezas impedem que forças políticas se unam, juntem forças para atingir objetivos maiores, objetivos que não se atinge isoladamente. A certeza desses, acerca da sua capacidade plenipotenciária, é triste e trágica. Campinas parece ter sobrevivido à tempestade política causada pelas medidas, necessárias, tomadas pelo Mini...