quinta-feira, 14 de abril de 2016

O Brasil não é para iniciantes.

O Brasil, de fato, não é para iniciantes...
Temer, o conspirador, Cunha, o réu, e José Serra comandam um golpe contra a democracia e contra os beneficiários de programas sociais; são artífices de um golpe contra a Justiça e, como já escrevi antes, buscam um salvo conduto para a impunidade e a corrupção, além da manutenção dos privilégios,
Meu avô dizia que vivemos num lugar em que os selos perdem a cola e os sabonetes derretem muito mais rapidamente do que o normal. Uma tragédia...
Passei a adolescência e a juventude defendendo a Democracia, o Estado democrático de Direito; desde 1980 fui às ruas pelo fim da ditadura, pelo fim da carestia,pelas eleições diretas através da aprovação da Emenda Dante de Oliveira em 1984 (quando fomos traídos por um congresso covarde e conservador por isso ocorreram as eleições indiretas e a vitória de Tancredo e Sarney).
Depois defendemos uma assembleia constituinte, comemoramos sua instalação, bem como a Constituinte e a Constituição Cidadã de 1988. Comemoramos também a festa da democracia em 1989 (mesmo com a vitória de quem não deveria ter vencido, soubemos perder)...
Fomos às ruas novamente pelo justo impeachment de Collor em 1992. Surgiu Itamar Franco, com apoio de parte então importante da esquerda, ele trouxe o Plano Real e o Fusca.
Disputamos outras eleições, "tocamos a vida" e acompanhamos o triunfo do neoliberalismo, seus equívocos e crimes.
Já neste século elegemos um operário e uma mulher, duas vezes cada um...
Coisas boas ocorreram, algumas excepcionais após a vitória do povo em 2002, mas nos porões e nas sombras coisas horríveis continuaram a acontecer e métodos que deveriam ter sido banidos foram mantidos.
Estamos a quatro dias de uma votação que pode lembrar a derrota no colégio eleitoral da Emenda das Diretas em 1984, uma traição do Congresso em relação à dialética da História, ou a redenção do Congresso Nacional.
Será revelada a natureza da Câmara dos Deputados: uma casa de ratos ou de democratas? 
Há boas novas, 186 deputados assinaram um manifesto pela democracia, mas temos que conferir no domingo.
Bem, qualquer que seja o resultado do domingo e eventualmente no Senado, caso a questão chegue naquela casa,Michel Temer passará para a História como um Joaquim Silvério dos Reis, um traidor que se pôsao lado dos derrotados para viabilizar um golpe de Estado.


Temer fez escolha irreversível e tornou-se comandante, hipócrita e dissimulado, de um pedido impeachment instrumento que apesar de previsto na Constituição, no caso concreto não aponta um crime de responsabilidade ou dolo indiscutível. E, não havendo crime de responsabilidade,estamos diante de um Golpe de Estado no padrão daqueles de Honduras e do Paraguai.

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