domingo, 3 de novembro de 2013

Ser de esquerda na era neoliberal

Não tem sido fácil afirmar-se de esquerda atualmente... 

Não há uma ditadura para derrubar e o neoliberalismo foi virtuoso por quase trinta anos, mascarou as mazelas do capitalismo e forjou ideologicamente uma geração. 

Os jovens com 30 anos ou menos nasceram e cresceram num tempo em que a lógica neoliberal foi apropriada pela mídia e pelas estruturas e a queda do Muro de Berlim, ao lado do fim da URSS, são relacionados à reconquista da liberdade pelo mundo. 

Nesse contexto encontrei esse artigo do Professor Emir Sader: "Ser de esquerda na era neoliberal", merece ser lido.


Ser de esquerda na era neoliberal

Ser de esquerda hoje é lutar contra a modalidade assumida pelo capitalismo no período histórico contemporâneo, é ser antineoliberal, em todas as suas modalidade

por Emir Sader em 22/10/2013


"Um instituto que fez a pesquisa e os editorialistas da velha mídia se enroscaram nos seus resultados, sem entender o seu significado. Afinal, se a maioria dos brasileiros é de direita – parte que vota na Dilma e parte que vota na oposição -  porque a direita tem perdido sempre e continuará a perder as eleições? Por que os políticos mais populares do pais são Lula e Dilma e os mais impopulares FHC e Serra?

    
Uma primeira interpretação, apressada, é que se trataria de um governo de direita, daí receber o voto de setores que se dizem de direita. O país viveria um êxtase direitista, em que governo e oposição não se diferenciariam, ambos de direita. Tese tão a gosto da ultraesquerda e de setores da direita, ambos adeptos da tese de que o PT apenas repete o que os tucanos fizeram.
    
Tese absurda, porque já ninguém pode negar que o Brasil mudou, mudou muito e mudou para melhor depois dos governos tucanos e nos governos petistas. Como ninguém nega o destino contraposto que o povo reservou para o Lula e para o FHC, como consequência das mudanças entre um governo e outro." leia mais: http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/Ser-de-esquerda-na-era-neoliberal/2/29279

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