sábado, 7 de setembro de 2013

ZÉ DIRCEU.

O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram seu ânimo. Ele segue sua vida militante e nos oferece como exemplo seu otimismo e confiança no povo brasileiro. Parece nada recear e serenamente segue fazendo de sua vida História. Me refiro a José Dirceu de Oliveira e Silva.

Zé Dirceu foi cassado pela Câmara dos Deputados e condenado pelo STF de forma ilegal, injusta e desumana como parte do movimento reacionário que quer a esquerda e os progressistas longe do Palácio do Planalto. Foram forças reacionárias, setores oligárquicos, elitistas e colonizados que coordenaram-se e desencadearam sobre Zé Dirceu – que ao lado de Lula era o representante maior do governo e dos setores progressistas - foi acusado, insultado, caluniado e não lhe deram jamais o beneficio da dúvida ou de forma efetiva e genuína o direito de defesa.

Quando falo em forças reacionárias me refiro aos mesmos setores que no passado "colaram" em Getulio, JK, João Goulart o rotulo de "corrupto" para logo depois darem golpes à democracia. Esse é o jogo da elite: o golpe. Mas por quê? Quais interesses esses senhores defendem? Talvez os golpistas e seus interlocutores estejam irritados e se reúnam porque o governo brasileiro distribui renda, como no sistema escandinavo, a fim de sustentar um ainda tímido, mas necessário, “welfare state”, como fez Lula e faz Dilma com o Bolsa-Família. É contra políticas públicas como essas reúnem-se bacharéis e banqueiros, políticos, alguns jornalistas e inocentes úteis.

José Dirceu de Oliveira e Silva, herói de uma geração, estava condenado antes de ser acusado, pois assim estava decidido por esses setores e a mídia incumbiu-se de tornar a versão “a verdade, pois a mídia sempre pré-julga. E no caso do mensalão, pré-julgou. A pessoa que corresponde às expectativas da mídia passa a ser o herói nacional e quem não corresponde passa a ser o vilão. Esse é um problema muito sério, que se vê, sobretudo, em casos criminais. O mensalão é um caso criminal, de pressão da mídia que forma a opinião pública. Não é a pressão da opinião pública, porque a opinião pública é manejada pela mídia.

Precisavam sufocar a sua voz e impedir a sua ação, para atingir toda a esquerda e a Presidência da República, então legitimamente ocupada por Lula.

Assim, Zé Dirceu foi cassado pela segunda vez em sua vida e era, aos olhos das hienas e abutres, “necessário” para que ele não pudesse como Ministro de Estado ou Deputado Federal, defender-se, defender o projeto social-desenvolvimentista e os interesses nacionais e latino-americanos a partir da defesa do povo mais humilde. Reside ai a causa efetiva da cassação, da condenação, do sofrimento e do processo medieval imposto a ele, com ares de legalidade e cobertura

Mas Zé Dirceu segue seu destino. Destino que lhe é imposto, mas ele sabe que depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, ele participou de uma verdadeira revolução democrática e ajudou a levar pela primeira vez na História do Brasil um representante do povo brasileiro ao palácio do Planalto.

Com a vitória de Lula iniciou-se de fato o trabalho de libertação do país da servidão e vassalagem vigente desde o século XVI e a instauração o regime de liberdade social e a implantação de políticas públicas que tem se mostrado efetivas e necessárias.  

A cassação e condenação de Zé Dirceu atende aos interesses dos grupos internacionais desejosos da desnacionalização do Brasil, grupos e interesses aos quais aliaram-se os grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho, do aumento real do salário-mínimo, do desenvolvimento econômico aliado ao desenvolvimento social, a esses vermes só interessa os lucros das companhias, sua remessa às matrizes e o pagamento de altos os dividendos aos acionistas. As hienas e abutres querem privatizar a PETROBRAS e o Banco do Brasil, pois não querem uma nação, interessa a esses seres a impessoalidade das corporações.

A calunia, através da propaganda indecente, é a arma das hienas e dos abutres.


Mas Zé Dirceu enfrenta tudo com luta e dignidade, mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, pois sabe o valor de sua obra e tem a consciência limpa. Talvez seja essa uma das razões pelas quais seus amigos estão e estarão com ele, não haverá desamparo. As aves de rapina querem sangue, querem continuar sugando o povo brasileiro, e contra isso Zé Dirceu oferece seu silencio como fortaleza e sua consciência como exemplo. E aos que o pensam derrotado ele responde com um sorriso largo e generoso e com atos que buscarão a afirmação de seus direitos pelas vias democráticas e institucionais, um exemplo.
 

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