Pular para o conteúdo principal

"o básico e o acabamento"


Quando eu fui Secretário de Cultura, Esportes e Lazer numa cidade aqui da região promovemos a reforma de um anfiteatro no distrito de um distrito para que a população pudesse assistir filmes de arte.



Uma parte da reforma eu mesmo paguei... Eu comprei com o meu dinheiro vários DVD’s de filmes de arte, alguns clássicos e dei inicio a uma atividade que consistia em assistir os filmes e depois promover um debate com um professor de História, sociólogo e a população (a atividade reunia entre 8 e 30 pessoas, uma vez por semana e durou uns poucos meses).

Foi legal e tal, mas não era isso que a população de Sumaré queria, nem era disso que ela precisava.

O que as pessoas, especialmente os jovens, queriam e precisavam de uma área de lazer...

Paralelamente reformamos um campo de futebol no mesmo lugar onde estava o cinema.

TODOS OS DIAS haviam entre 60 e 80 jovens (6 a 8 times) inclusive meninas praticando futebol. Bem,  eles vieram até mim pedir que eu iluminasse o campo para eles poderem jogar à noite. Eu disse a eles que não tinha verba para isso. Então eu ouvi:

“Se não tem dinheiro porque o senhor reformou o anfiteatro, 
aquilo não serve para nada...”.

As vezes nós fazemos coisas com a melhor das intenções, mas não são elas que precisam ser feitas e ao serem feitas acabam causando frustração porque há coisas que precisam ser feitas, ou noutras palavras, ANTES DO ACABAMENTO VAMOS AO BÁSICO...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DA FAMÍLIA CORLEONE À LAVA-JATO

A autolavaggio familiare agiu e reagiu, impondo constrangimento injusto ao atacar a reputação de advogados honrados. Me refiro a Roberto Teixeira e Cristiano Zanin. Já perguntei aqui no 247 [1] : “ Serão os jovens promotores e juízes "de baixa patente" os novos tenentes" Penso que sim, pois assim como os rebeldes do inicio do século XX, os jovens promotores e juízes, passaram a fazer política e interferir nas instituições e estruturas do Estado a seu modo. Mas em alguns momentos as ações e reações deles lembram muito a obra de Mario Puzzo. As ideais dos rebeldes do início do século XX, assim como dos promotores e juízes desde inicio de século XXI, eram ao mesmo tempo conservadoras e autoritárias; os tenentes defendiam reformas políticas e sociais - necessárias naquele momento -, e no discurso estavam presentes os sempre sedutores temas do combate à corrupção e defesa da moralidade política. Deltan Dallagnol e Sérgio Moro representam os jovens promotores e juízes d...

INDEPENDÊNCIA? QUAL?

Aprendemos que no dia 7 de setembro o Brasil emancipou-se e que, por ato de bravura e nacionalismo de um príncipe português, libertou-se do jugo do colonizador. Será? Mas  somos de fato uma nação i ndependente? A nossa carta política é conhecida e respeitada por nossos lideres? Bem, de 1985 a 2013 é possível dizer que sim, mas depois da visita de Joe Biden em 2013 e das marchas de junho do mesmo ano, depois da operação Lava-Jato e do golpe de 2016 podemos dizer que vivemos em um estado de permanente risco de ruptura institucional, com militares assanhados pelo retorno de um regime autoritário. É possível fazermos um paralelo entre o IPES , o IBAD e a Operação Brother Sam , com o MBL e seus pares, a propaganda nas redes via fake news e a Operação Lava-Jato, apesar do lapso de cinquenta anos, é possível afirmar que ambas tem a origem na sanha imperialista estadunidense, inaugurada em William Mckinley. Fato é que a partir de meados dos anos 1950 (assim como em 2003), o Bras...

SOBRE PERIGOSO ESTADO MINIMO

O governo Temer trouxe de volta a pauta neoliberal, propostas e ideias derrotadas nas urnas em 2002, 2006, 2010 e 2014. Esse é o fato. Com a reintrodução da agenda neoliberal a crença cega no tal Estado Mínimo voltou a ser professada, sem qualquer constrangimento e com apoio ostensivo da mídia corporativa. Penso que a volta das certezas que envolvem Estado mínimo, num país que ao longo da História não levou aos cidadãos o mínimo de Estado, é apenas um dos retrocessos do projeto neoliberal e anti-desenvolvimentista de Temer, pois não há nada mais velho e antissocial do que o enganoso “culto da austeridade”, remédio clássico seguido no Brasil dos anos de 1990 e aplicado na Europa desde 2008 com resultados catastróficos. Para fundamentar a reflexão e a critica é necessário recuperarmos os fundamentos e princípios constitucionais que regem a Ordem Econômica, especialmente para acalmar o embate beligerante desnecessário, mas sempre presente. A qual embate me refiro? Me ref...