domingo, 30 de setembro de 2012

Heranças da quadrilha de FHC e Serra.

O governo de Sao Paulo vendeu a COSIPA por 300 milhões de reais, mas antes de vender assumiu uma divida da Cosipa no valor de 1,5 bilhão de reais (ou seja tranferiu para o povo de Sao Paulo)
 
E não é só, concordou em adiar o recebimento/cobrança de 400 milhões de ICMS em atraso.
  
 
Isso é roubo sem prescedentes na história.
 
 
 
Essa é a herança dos bandidos, da quadrilha do PSDB. Por que o MP, a Imprensa, e os arautos do combate a corrupção não ficam indignados??
 
Ao privatizar o Banerj o governo do PSDB arrecadou, em tese, 300 milhões, mas como assumiu o dever de pagar indenizações aos funcionários que demitiu antes da privatização teve de tomar emprestado em bancos 3,3 bilhões, ou seja, prejuízo de 3 bilhões de reais...
 
Um dos argumentos da privatização era "as estatais sempre dão prejuízos, tiram dinheiro da saúde e educação...".
 
Isso é falso. Por que? Porque os governos anteriores ao PSDB usavam o controle de preços e tarifas para controlar a inflação, ou pressão inflacionaria, ou seja, as estatais tinham prejuízos ou baixos lucros e acumulavam dividas para sustentar um Politica de controle da inflação, não porque eram incompetentes.
 
O interessante é que ANTES da privatização o governo tucano promoveu aumentos de tarifas em todos os setores, aumento que chegou a 500% no preço das tarifas, "gente boa", ou melhor, "gente do bem" esse pessoa da quadrilha do FHC...
 
Há no finado jornal Gazeta Mercantil de 17/11/1998 uma matéria assinada pela jornalista Maria Christina de Carvalho que descreve outra das muitas bondares da quadrilha de FHC com os "compradores" de estatais... Os compradores do Banco Meridional puderam apropriar-se do prejuízo tributário/fiscal do banco e deduzir do IR a pagar ao fisco.
 
Com essa "bondade" do preço combinado da venda 267 milhões o comprador só precisou pagar 37, o restante ele compensou ou aderiu ao REFIS, para pagar em 30 anos...
 
E que fique claro: eu não critico o PSDB, mas a quadrilha liderada por FHC e Serra que assaltou o pais, com apoio da mídia e dos maus empresários desse pais, tendo como operador e "principe" Daniel Dantas, cuja irma se tornaria sócia da filha do Serra (que tinha 28 anos à época) num Fundo que administra mais de 50 bilhões de dólares.
 
Pedro Malan escreveu na "Carta de Intençoes" entregue ao FMI em 1999 "...o Brasil vive um momento de desequilíbrio das contas do Tesouro, porque o governo deixou de contar com os lucros que as estatais ofereciam como contribuição para cobrir o rombo ate serem vendidas..."
 
Não precisamos falar mais nada diante da confissão, certo?
 
Havia outro caminho para o governo FHC seguir? Eles diziam que não, mas mesmo na lógica neoliberal FHC e sua quadrilha poderiam optar pelo modelo inglês, por exemplo.
  
Margareth Thatcher ao privatizar nao privilegiou "poucos grupos empresariais". O governo inglês de direita pulverizou as ações das empresas de tal sorte que um enorme número de cidadãos ingleses tornou-se dono de ações.
 
Itamar Franco havia criado o conceito de "moedas sociais" (Fgts, Pis/Pasep) que seriam aceitas na compra de ações de empresas estarais, mas FHC e sua quadrilha abandonaram o conceito para alegria dos grupos empresariais.
 
Essa é a verdade.
 
A Politica de privatização do PSDB fracassou.  Por que?  Porque prometia significar e criar "novos motores para a economia", reduzir a divida publica, etc, mas o que se vê são importações explosivas o que amplia o rombo da balança comercial e compromete o balanço de pagamentos.

 Alem disso os sócios estrangeiros das empresas privatizadas passaram a fazer maciças remessas para o exterior a título de: "... lucros, dividendos, juros, pagamento de "assistência técnica", "compra de tecnologia", etc.

Há um dado escancaloso: "em marco de 1999, a Telefonica, compradora da Telesp..., não convidou uma única empresa brasileira fabricante de pecas e equipamentos para disputar encomendas".

 Entre 1993 e 1998 as compras NO EXTERIOR do setor de telecomunicações aumentou 1000% com significativo impacto na balança comercial.
 
O modelo de privatização foi tão criminosamente medonho que há outro dado (números de 1998):

- remessa de dólares de empresas para suas matruzes no exterior antes da privatização: 600 a 700 milhões por ano;

- após a privatização: 7,8 bilhões de dólares por ano de riqueza produzida no Brasil e enviada pela o exterior.
 
Segundo o jornalista Aloysio Biondi, vencedor de dois Premios Esso de Jornalismo Economico, tendo sido editor de economia da Veja, Visao, Diretor de Redacao do Jornal do Comercio e do DCI e secretario de redação da FOLHA e da Gazeta Mercantil:

"... a Politica de privatizações acabou por ser um dos fatores da recessão, por diversos caminhos. As importações maciças realizadas pelos "compradores" tiveram um efeito mais devastador do que parecia a primeira vista. A compra de pecas e componentes no exterior, em substituição à produção local, significou cortes na utilização também das matérias primas, como plástico, borracha, metais, devastando setores inteiros, fechando fabricas, cortando empregos - isto é, puxando a economia do pais para o fosso. (...)".



  

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