quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BRASIL O PAIS DO PRESENTE.


O Brasil começa 2010 com reconhecimento da grande maioria da população brasileira e da comunidade internacional acerca da competência com que o seu governo Lula enfrentou e superou os reflexos da crise econômica mundial iniciada em 2008, uma crise causada pela mesma lógica liberal que tanto ataca o governo Lula. E o reconhecimento decorre também da capacidade de transformar uma mera política compensatória, que seria o bolsa família isoladamente, numa face de uma verdadeira mudança de paradigma, algo sem precedentes na história do Brasil.
É verdade que a turbulência da crise ainda ronda inúmeras nações, mas por aqui apenas os setores conservadores ignoram a vitória do país e dos brasileiros, comandado por Lula e sua equipe, mas não conseguem enxergar que o país conseguiu fechar 2009 com a criação de 1,4 milhão de empregos e que a adoção de medidas corretas possibilitaram ao Brasil retomar a trilha do crescimento sustentável e responsável. Poderia ser melhor? Com certeza, poderia ser melhor, mas foi o melhor possível no campo tópico e não utópico.
E mais àqueles que imaginavam que Lula fosse FHC e que buscaria, através de uma emenda constitucional, um terceiro mandato só resta que reflitam sobre cumprimento da constituição por parte do Presidente e o desprendimento de Lula.
A oposição, sem discurso ou propostas, e por clara motivação político-eleitoral insiste ofuscar a verdade com a criação de factoides, mas a história e a população os julgarão. E às vésperas da campanha presidencial de 2010, o debate tem sido pobre e ainda inoculados de preconceitos que se julgavam superados, como afirmou recentemente e com inteligência Ricardo Berzoini.
Os tucanos e seus parceiros do DEM, verdadeiros neoUDN, buscam através de recursos midiáticos manterem-se vivos, mas a verdade vence a versão e o povo, enquanto povo é muito melhor que a elite enquanto elite.
O programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, poderá, em 15 anos, resolver o histórico déficit de moradia do país, gerando emprego, trabalho e renda, ou seja, é um programa de Estado e não desse ou daquele governo.
O país deverá chegar a 354 escolas técnicas no final de 2010, quase três vezes mais que o número existente em 2002; foi resultado de decisão estratégica, que já antevia a necessidade de preparação de mão de obra qualificada para o salto de desenvolvimento no país. O Estado foi fortalecido, e o Brasil ganhou força para enfrentar a crise. O salário mínimo teve um aumento real de 46% desde 2003, influenciando a pirâmide salarial. Para o governo, que não é só do PT, é evidente a necessidade de continuar e aprofundar o projeto vitorioso, que deu ao país uma nova feição, com grandes avanços em diferentes setores.
O Brasil passou a ser respeitado no mundo graças ao nosso projeto de desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda, preservando os interesses nacionais. O país deixou de ser subserviente aos interesses estrangeiros. Passou a ser ouvido sobre os destinos do mundo.
E nessa linha merece registro um artigo do Professor Luiz Carlos Bresser Pereira, por quem tenho grande respeito em razão da sua produção intelectual intensa, a qual compartilha generosamente em seu site. Há as divergências ideológicas talvez, mas um grande respeito por alguém que escreve e publica regularmente idéias.
O professor Bresser Pereira recentemente argumentou que o aumento da taxa média de crescimento da economia brasileira de 3% para 5% do PIB a partir do terceiro ano do governo Lula deveu-se, em um primeiro momento, ao fortalecimento da demanda externa impulsionada por uma taxa de câmbio competitiva e pelo aumento do preço das commodities e, em um segundo momento, pelo crescimento da demanda interna provocado pelo aumento do salário mínimo, pelo Bolsa Família e pelo crédito consignado. 
O professor André Singer num artigo publicado nos Novos Estudos Cebrap de novembro de 2009 cujo titulo é "Raízes ideológicas e sociais do lulismo", teria tido a felicidade, segundo palavras do Professor Bresser Pereira completado a análise, argumentando que da eleição de 2002 para a de 2006, vencidas por Lula teria havido uma mudança das suas bases de apoio.
Segundo André Singer o Governo Lula adotou uma política econômica ortodoxa e em razão da crise do mensalão, perdeu parte substancial do apoio da classe média intelectualizada e de esquerda, mas, em compensação, ganhou o apoio dos setores de baixa e, principalmente, de baixíssima renda. Os novos apoios de Lula emergem segundo os tucanos, de um imenso eleitorado formado pelas famílias que recebem menos de dois salários mínimos e que constituem quase 47% da população brasileira.
Nos primeiros quatro anos de governo, Lula logrou o apoio dessa massa popular, em primeiro lugar graças ao aumento do salário mínimo, ao Bolsa Família e ao crédito consignado a renda dessas famílias aumentou, sendo certo que significativa parcela dessas famílias teriam ascendido à condição de classe C ou de "classe média", some-se a isso tudo o PROUNI, o aumento de 10% ao ano de investimentos em pesquisa, o programa minha casa minha vida, as obras do PAC que projetam investimento, trabalho e renda para mais de uma década, etc, etc.
Mas curiosa é a análise feita pelo Professor Bresser Pereira quando ele afirma que as famílias que recebem menos de dois salários mínimos são historicamente caracterizadas pelo "conservadorismo popular", tanto que elegeram Collor e FHC (pois ela, segundo o Professor Bresser Pereira, identifica a direita, com a "ordem", no caso representada pela estabilidade de preços, etc., por isso teria votado em candidatos mais conservadores nas eleições anteriores) mudou de lado e passa a identificar a esquerda com progresso, ordem e desenvolvimento humano real.
Mas essa significativa massa, 47% da população percebeu que o governo Lula trabalha para esta e para outras gerações e não de olho nas próximas eleições, então ela pode confiar. O Professor Bresse Pereira afirma que o governo federal foi fiscalmente responsável e capaz de manter a estabilidade de preços, além de haver estabelecido um caráter social e políticas de transferência de renda extremamente importantes para ela, tanto que mudou o seu apoio para ele já em 2006. Por esse raciocínio do Tucano Bresser Pereira podemos concluir que Dilma, comunicando-se adequadamente com a essa parcela da população torna-se uma candidata viável e fortíssima.
Lula é carismático, fala diretamente ao coração povo, e com trabalho e resultados que nem mesmo a oposição pode responsavelmente negar ganhou apoios de parcelas significativas, não apenas porque as favoreceu em termos concretos, mas também porque o fez com responsabilidade fiscal e não deixou que a inflação retornasse.
O governo Lula rompeu com o populismo fiscal irresponsável, que era o temor de tantos e constrói políticas sociais com grande responsabilidade e ao remeter projetos de lei ao Congresso Nacional busca pela via democrática, transformá-las em Políticas Públicas de Estado e não desse ou daquele governo.
O professor Bresser Pereira afirma que as decisões do Presidente Lula representam um ato de coragem, acrescento que foi decisão de um grande estadista, decisão do Presidente do Brasil e não do Presidente de Honra do Partido dos Trabalhadores, pois como me ensinou o ex-Prefeito Jacó Bittar: o chefe do executivo não pode transformar a administração pública em trincheira ideológica, esse é o papel dos partidos e, até certo ponto, do parlamento, onde todos os debates são democraticamente necessários.

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