domingo, 5 de abril de 2009

NÃO VOTO MAIS NO SUPLICY, NEM NO MERCADANTE...


Sou eleitor desde 1.982. Naquele ano votei no PT “de cabo a rabo”: Lula Governador, Jacó Bittar Senador, Clara Ant Deputada Estadual, João de Carvalho Prefeito de Campinas (com Celso Marcondes vice) e Mario Bigode Vereador. Não me lembro do candidato que votei para Deputado Federal, mas era com certeza ligado à “Libelu”.


De lá para cá poucas vezes meu voto não foi para os partidos de esquerda e para seus candidatos. As exceções foram o voto no Fleury no 2º turno em 1.990, mas o outro candidato era o Maluf então acho que estou perdoado... Em 1.994 também pratiquei o chamado voto útil e por conta disso o Mário Covas levou o meu voto também no 2º. Turno e em 1996 votei no Chico Amaral, também no 2º turno na disputa pela prefeitura de Campinas. Nos três casos teria sido melhor votar nulo...


Passados vinte e sete anos daquele 1.982 convivemos com um fato inegável: o nosso congresso é uma vergonha, talvez a grande vergonha nacional, e a revelação de que o Senado Federal conta com praticamente uma centena e meia de diretorias e de que alguns dos diretores são diretores deles próprios foi a gota d’água para me fazer tomar uma decisão: não voto mais no Suplicy e tão pouco no Mercadante, muita conversa e pouca atitude, essa é a verdade. São pessoas de grande competência, mas como ensinou o filósofo Martins Aires “nas ações do homem, vemos o seu juízo e no seu discurso lhe vemos o entendimento”.


Esses dois senadores representariam o Estado de São Paulo e seriam, segundo eu imaginava, incapazes de silenciar diante de qualquer desrespeito aos princípios da moralidade, da legalidade, da impessoalidade, da publicidade e da eficiência, esses informadores da administração pública, mas silenciaram por anos Mas se quedaram inertes é porque ou são coniventes com a imoralidade ou porque são incompetentes.


Acho que a sociedade deveria renovar 90% do congresso poucos deles são dignos de representar seus estados ou a população dos mesmos, se fossem não teríamos sigo pegos de surpresa com um simples manobrista da garagem do senado ganhando mais do que qualquer medico da rede pública.

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