Nos últimos dias assistimos um histérico debate sobre as contas públicas brasileiras. De um lado, o governo dizendo que a crise mundial reduziu a arrecadação, e por isso precisa zerar a meta de “superávit primário”, e de outro, a oposição capitaneada pelo PSDB alegando que isto seria um absurdo, e que isto significaria uma burla à “Lei de Responsabilidade Fiscal” (LRF). Quem está com a razão? Merece registrarmos que a alteração da forma de calculo da tal “meta fiscal” ou superávit fiscal já ocorreu no Brasil, a estreia foi do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2000, e apesar da mudança ter sido aprovada em 2001, a meta de superávit fiscal não foi sequer cumprida por FHC. A Lei Orçamentária de 2001, publicada em julho de 2000, foi aprovada sob a vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, em vigor desde maio daquele. O texto da lei definia a meta fiscal do governo federal para aquele exercício. Ou seja, a mudança não é fato inédito. Infelizmente, a LRF não ...