Pular para o conteúdo principal

Postagens

Sobre o Inferno de Dante

A reflexão do post anterior me obrigou a reler algumas partes do poema A DIVINA COMÉDIA de Dante Alighieri. O poema trata da jornada do próprio Dante em busca de respostas às seguintes perguntas: como escolhemos viver? quais são as consequências de nossas escolhas? seriam mesmo as nossas dores uma espécie de auto-punição? Bem, a jornada de Dante é a jornada de alguém que ainda não morreu e, portanto, ainda tem escolhas, é é jornada em busca de significados. O poema de Dante começa sua narrativa na "Selva escura do pecado", local de aprisiona Dante e do qual ele quer libertar-se. O espirito do Poeta Virgilio vai acompanhar Dante na jornada, talvez Virgilio represente a grandeza da arte classica ou talvez signifique a impossibilidade de sozinhos encontrarmos todas as respostas, tanto que juntos o espirito do Poeta e Dante passarão pelos "NOVE CIRCULOS DO INFERNO". É interessante como cada circulo contém um grupo distinto de pecadores; é uma espécie de geografia mor...

Recado aos semeadores da discórdia...

Temos visto e convivido com pessoas de discurso e atitudes bastante estranhas. Eu os chamo de semeadores da discordia. Essas pessoas (?) exploram deliberadamente a paixão humana, e tem um sórdido prazer em criar conflitos. Agem nos campos de vulnerabilidade das instituições e das pessoas. Como alguém pode ter prazer em criar falsos conflitos ou em alimentar os existentes, o que leva essas pessoas a terem esse discurso e esse comportamento? Que interesses motivam essas pessoas? Na DIVINA COMÉDIA de DANTE ALIHIERI, um poema épico, encontramos alegoricamente uma explicação para esse comportamento. Num dado momento DANTE diz que os demônios, a quem chama de semeadores da discórdia, buscam, através dos conflitos, a divisão e a destruição das vidas humanas para através do conflito instalado obterem o controle sobre as almas e as próprias vidas. Interessante, não? Aos SEMEADORES DA DISCÓRDIA um recado: temam a verdade e as virtudes, pois nelas reside o divino e nada é capaz de vencê-lo.

Os excessos do senhor Arnaldo Jabor

Ouço a CBN praticamente todos os dias pela manhã indo para o trabalho e algumas vezes ouço também o comentário do cineasta Arnaldo Jabor, nem sempre concordo com as suas idéias que soam conservadoras e liberais, ele me parece um tanto ressentido, não sei exatamente com o que ou porque, mas todos tem o direito de pensar e expressar suas convicções livremente, contudo não acredito que a liberdade seja um conceito absoluto, ela é válida em relação à justiça, à verdade e ao interesse público. A defesa irracional dessa palavra algumas vezes acoberta ações politicas ou institucionais nem sempre legitimas ou simplesmente levianas. Mas vamos lá, num dos seus comentários o cineasta reformado ao criticar Hugo Chaves e seu governo, criticas necessárias e corretas, por criticar também Simón Bolívar, o que se afigura renuncia ao justo. Simón Bolívar pregou e praticou a construção de que o mundo deve estar constituído por nações livres e independentes, unidas entre si por um corpo de leis em comum ...

Sobre controle social.

Acredito que controle social se faz com politicas públicas, planejamento e democracia pluralista e não com censura ou leis, sejam elas constitucionais ou não. O curioso é que tanto a vanguarda quanto as forças reacionárias buscam o controle social, o ponto fundamental, creio, é não perder de vista que liberdade não é um conceito absoluto. A liberdade é válida em face do interesse público. Não podemos ser ingênuos e crer que a palavra liberdade, que tantas vezes foi, é e será usada para acobertar ações politicas pouco ou nada corretas e para validar agressões às instituições, às nações e ao interesse público, tenha por si só força absoluta, tudo é processo de construção.

Sobre o passado

O passado é bem público, por isso todos devemos conhecê-lo, compreendê-lo e preservá-lo. Pois, como afirmou Humberto Eco,  "a memória é a nossa alma.".

"Todos nascemos originais e morremos cópias"

Jung teria dito: "Todos nascemos originais e morremos cópias". Não sei se é de Jung esse pensamento, mas não há nada mais verdadeiro. Dai a necessidade de vencermos o medo de sermos diferentes, pensarmos diferentemente da maioria que está no nosso entorno a luta e nos mantermos originais.

a covardia dos crimes praticados pela internet.

Eu e minha mulher participamos de um e-group no qual vários casais buscam trocar experiências gastronômicas e idéias sobre a arte de viver e conviver. Contudo recebemos recentemente recebemos um e-mail cujo conteúdo trata de forma apócrifa e mentirosa fato que envolveria um dos filhos do Presidente Lula. É verdade que existe a livre manifestação de pensamento, mas é vedado o anonimato pelo artigo 5o., inciso IV, da CF e o direito à livre manifestação do pensamento não é absoluto, sendo naturalmente limitado por outros interesses tutelados pelo ordenamento jurídico. O conteúdo do e-mail poderia ser visto como uma espécie de “brincadeira”, mas penso que transmitir ou retransmitir e-mails de conteúdo duvidoso ou evidentemente falso, que sequer indica a “fonte”, em nada contribui com qualquer coisa. Esse assunto merece reflexão, pois não havendo indicação da fonte quem responsabiliza pelo conteúdo do e-mail transmitido e/ou retransmitido? Quem se responsabiliza pelo seu conteúdo criminoso...