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Todos os dias.

Os novos dias (esses tais "outros dias") estão contidos nos velhos dias os bons e os outros também... Neles todos os amores vivem todos os risos e todas a dores e cada lágrima rega as flores que renascem novas nesses e em todos os dias pois há amor.

As obras eternas o nosso teatro...

Já escrevi aqui que José de Castro Mendes, ou Zeca Mendes, personalidade que empresta seu nome ao nosso teatro eternamente em obras, o TEATRO CASTRO MENDES, era funcionário do IAC - Instituto Agronômico de Campinas e amigo do meu avô Pedro Maciel. Zeca Mendes era jornalista, escritor, pintor, músico e fotografo. Zeca Mendes era sobrinho-neto de Antônio Benedito Castro Mendes proprietário da afamada Casa Livro Azul, loja importadora de instrumentos musicais e sempre aberta à produção cultural da cidade. Será que Francisco de Lagos sabe quem foi Zeca Mendes? Enfim, gostei de saber que me avô teve uma convivência válida com alguém como Zeca Mendes. E pesquisando na web descobri que Zeca Mendes colaborou com a revista modernista A ONDA publicada pelo pai de minha mãe, meu avô Hildebrando Siqueira. Coincidência somente possível àqueles que vivem e convivem honestamente na cidade, para além de datas e através do sempre. O Teatro Municipal Castro Mendes deveria ser o maior e princi...

OS MILICIANOS DA NEO-UDN.

Há um belissimo artigo do Professor Jeffrey Sachs chamado “Ingovernável orçamento americano” que deveria ser lido por todos, deveria ser debatido e divulgado. Por quê? Porque é um artigo honesto, uma opinião honesta, sobre um tema que os “especialistas” Carlos Alberto Sardenberg e Mirian Leitão têm escrito e falado sem a mesma honestidade, qual seja: o orçamento público. Jeffrey Sachs é professor de Economia e diretor do Instituto Terra na Universidade Colúmbia, é também é conselheiro especial do secretário-geral da ONU para as Metas do Milênio. Sachs afirma que “o coração de qualquer governo está em seu orçamento” e que sem um orçamento adequado não há política pública nem Estado. E seria pro falta de um orçamento adequado que nos EUA há muitos discursos e pouca política pública. O Presidente Barack Obama vive dilema próprio daquele pais, pois seus adversários do Partido Republicano (a turma o Busch) querem menos impostos e todos sabem que sem mais impostos, não será possível ...

Paradoxos contemporâneos

Qual o real significado das rebeliões que tem ocorrido nos chamados paises árabes? Será a busca de liberdade? Não sei, pode ser... Afinal a busca de liberdade só pode ser produto do trabalho coletivo e ela (a liberdade) somente pode ser garantida coletivamente e nesses países o viés autoritário e o culto à personalidade dos ditadores colidem com a sua busca e com a sua garantia. As rebeliões, qualquer que sejam suas causas e significados, surpreendem a todo o ocidente e muito dessa surpresa constrangida decorre do seguinte fato: a maior parte dos regimes autoritários árabes era apoiado pelas democracias ocidentais, especialmente pelos EUA, um´grande paradoxo. E eram apoiados porque eram vistos como "bastiões contra o radicalismo" e por isso seriam capazes de manter a paz e a estabilidade naquela região, mas isso não aconteceu.

O pensador "falante"

Que tipo de pensador você é? Citando Franz Rosenzweig, Bauman diz que existe o "pensador abstrato" e o "pensador falante". O primeiro conhece a verdade antecipadamente, pensa e fala apenas por si mesmo, enquanto o "falante" não pode antever coisa alguma e deve esperar a palavra do outro. Ele fala para alguém que não tem só ouvidos, fala para quem tem uma boca também e ao começar o seu "falatório", seu discurso, não sabe onde vai terminar, ele pega as deixas de outros. Bauman apresenta-se como o pensador "falante", pois ele está sempre disposto a falar e a ouvir, para ouvindo incorporar ao seu discurso as vivências válidas dos outros. Assim é a vivência intelectual válida. O pensador falate não tem medo de ser ridiculo ou de estar errado, pois ele é livre, verdadeirmente livre. Me agrada a idéia de ser um pensador falante.

O que foi feito de tudo que a gente sonhou?

Esse ano completarei 47 anos e em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, terei 50 anos, quando eu nasci meu avô tinha 50 anos. Vou assistir a Copa e a Olimpiada, aviso a todos: estarei de férias durante a Copa e durante as Olimpiadas. Mas brincaderias a parte eu me pergunto sempre: "o que foi feito amigo de tudo que a gente sonhou?"

Sobre economia...

Preciso fazer um curso de economia para entender melhor esse assunto, mas o meu avô dizia que de Economia quem entendia de verdade era a minha avó, mas como todos podem dar palpites, vamos lá. Em recente artigo do economista Paul Krugman lembra que recessões são comuns, mas que as depressões são raras. A história registraria, segundo ele, apenas dois períodos na história econômica qualificáveis como “depressão”, seriam eles: (a) os anos de deflação e instabilidade que acompanharam o Pânico de 1873 , e (b) os anos de desemprego em massa, após a crise financeira de 1929-31 . Krugman afirma que “Nem a Longa Depressão do século 19, nem a Grande Depressão, no século 20, registraram um declínio contínuo. Pelo contrário, ambas tiveram períodos em que a economia cresceu. Mas esses períodos de melhora jamais foram suficientes para desfazer os danos provocados pela depressão inicial e foram seguidos de recaídas.”, ou seja, quando ouço no rádio os analistas econômicos dizerem que a economia no...