terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Sobre economia...

Preciso fazer um curso de economia para entender melhor esse assunto, mas o meu avô dizia que de Economia quem entendia de verdade era a minha avó, mas como todos podem dar palpites, vamos lá.

Em recente artigo do economista Paul Krugman lembra que recessões são comuns, mas que as depressões são raras.

A história registraria, segundo ele, apenas dois períodos na história econômica qualificáveis como “depressão”, seriam eles: (a) os anos de deflação e instabilidade que acompanharam o Pânico de 1873 , e (b) os anos de desemprego em massa, após a crise financeira de 1929-31 .

Krugman afirma que “Nem a Longa Depressão do século 19, nem a Grande Depressão, no século 20, registraram um declínio contínuo. Pelo contrário, ambas tiveram períodos em que a economia cresceu. Mas esses períodos de melhora jamais foram suficientes para desfazer os danos provocados pela depressão inicial e foram seguidos de recaídas.”, ou seja, quando ouço no rádio os analistas econômicos dizerem que a economia nos EUA dão sinais de melhora acho que posso concluir que esse é o padrão. Ou seja, os períodos de melhora são incapazes de evitar a decadência os EUA e mesmo da Europa.

No tal artigo Paul Krugman diz temer estarmos no que ele chama de “estágios iniciais de uma terceira depressão”, similar à Longa Depressão, mais severa e o custo será imenso para a economia mundial e, sobretudo, para os milhões de pessoas e famílias arruinadas pela falta de emprego.

E uma análise dele me chamou atenção, especialmente quando ele afirma que “... esta terceira depressão tem a ver, principalmente, com o fracasso político. (...) os governos se mostram obcecados com a inflação quando a verdadeira ameaça é a deflação, e insistem na necessidade de apertar o cinto, quando o problema de fato são os gastos inadequados.”.

Interessante essa afirmação, lembrei do PAC, da ação do Estado e do adequado volume de investimentos que ele coordena, além do trabalho, dos empregos e da renda que essa política pública cria. Me lembrei também que apesar da cantinela neoliberal de liberdade de Estado mínimo, etc e tal, foi o Estado nos EUA que salvou companhias e bancos e não o mercado...

Eu não entendo nada de economia e acho que o cineasta canadense Denys Arcand também não, mas o seu “O Declínio do Império Americano”, de 1986 é revelador. No filme os professores de História Rémy, Pierre, Claude e Alain preparam um saboroso jantar no campo, às margens do lago canadense Memphremagog.

O filme é ambientado num outono e os personagens, todos intelectuais, vislumbram o declínio quase invisível de um grande império, revelado pelo desprezo pelas instituições, decadência das elites e queda da natalidade seriam sinais crepusculares, vale a pena assistir novamente.

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